Política

SOBE/DESCE. Uma semana para o líder do governo esquecer. Mas teve um edil que marcou um golaço

Quem esteve na Câmara, na terça, aplaudiu de pé a iniciativa do vereador Alexandre Vargas em repúdio ao racismo. Foto Divulgação

Por Maiquel Rosauro

A semana foi agitada no meio político de Santa Maria. O destaque foram duas moções apresentadas no Legislativo, uma de repúdio e outra de apoio. Ah, e também teve uma campanha forte contra o prefeito. Confira:

SOBE
⇑ Alexandre Vargas (PRB)
O vereador marcou um golaço com a moção de repúdio contra atos racistas na UFSM, defendida na sessão de terça-feira (24). O Plenário da Câmara ficou lotado para acompanhar o ato, reunindo representantes dos movimentos sociais e líderes do PDT, PT e PCdoB. Além disso, a atitude foi elogiada por todos os colegas de direita.

⇑ Jorge Trindade – Jorjão (Rede)
Em parceria com Alexandre Vargas e João Ricardo Vargas (PSDB), o edil voltou a apresentar o projeto que dispõe sobre vigilância armada 24 horas em bancos e cooperativas de crédito em Santa Maria. A proposta foi aprovada por unanimidade e agora segue para sanção do prefeito.

⇑ Celita da Silva (PT)
A parlamentar apresentou na quinta-feira (26) uma moção de apoio ao CPERS/Sindicato e acabou provocando um racha na base da situação. O governo até tentou uma manobra, mas acabou sofrendo com a ira de seus próprios colegas de bancada. No fim, a moção foi aprovado com apenas quatro votos contrários.

 

DESCE
⇓ Manoel Badke – Maneco (DEM)

Maneco conseguiu constranger seus colegas da base ao tentar manobrar contra moção ao CPERS/Sindicato. Foto Maiquel Rosauro

O líder do governo na Câmara fez uma acusação forte e em alto e bom som na terça. Mas como todo político de carreira, disse na sessão seguinte que foi mal interpretado por pessoas maldosas. Na quinta, conduziu mal a manobra contra a moção de apoio ao CPRES e viu sua base rachar.

⇓ Francisco Harrisson (PMDB)
Pagou o preço de defender o seu partido e ouviu diversas manifestações dos educadores durante seu discurso contrário à moção ao CPERS. Sua fala inclusive precisou ser interrompida para que o público nas galerias da Câmara se acalmasse e fizesse silêncio.

⇓ Jorge Pozzobom (PSDB)
O prefeito foi alvo de uma intensa campanha petista nas redes sociais na terça. O motivo: a “comemoração” de um ano da promessa de abertura do Hospital Regional no primeiro semestre de 2017. Até um bolo foi entregue ao seu irmão, Admar Pozzobom (PSDB), na sessão de terça.

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5 Comentários

  1. Gente todos sabem minha opinião, sobre os vereadores, continuo a dizer que é muito vereador,, eles não tem o que fazer não precisa mais que nove, eles não tem o que fazer a não ser fazer moção, portanto o povo tem que se mobilizar para pedir a diminuição, com certeza a economia dava para assoaltar no minimo mil metros de rua por mês.

  2. Aliás, senhore(a)s vereadore(a)s, já estamos nas portas de novembro, já é tempo de discutir, pensar, antecipar-se estudos, do orçamento da cidade para 2018. É fato relevante para os próximos dois meses. Vão deixar para abrir essa “Caixa de Pandora” na última semana de dezembro?

    Pensem e ajudem a essa cidade a começar a se fazer autônoma financeiramente, para parar de vez de precisar de “passar o pires” em Brasília para investimentos na infraestrutura e na trafegabilidade das ruas de Santa Maria, com investimentos próprios. Isso sim tem de ser discutido, algo relevante. Ou vão inventar mais uma moção, para o Papai Noel, nas próximas semanas?

  3. Para a ilustre vereadora o valor está no “mundo do avesso”: dar força aos seus dirigentes ideológicos afins, que fazem uma greve política, fora da realidade e do bom senso, greve que não vai alterar em nada a condição salarial dos professores porque o problema é as contas públicas. E tem fato pior, os mesmos fazem tremenda força contra reformas para consertar as contas públicas. E sobre para os alunos. Onde está o real valor disso? Cadê a aura de herói para fazer merecer a homenagem? Herói é aquele que apesar das circunstâncias faz o melhor, vai além, não o que nada muda e ainda faz força para não melhorar. Professores que dão aulas mesmo assim e alunos que se esforçam buscando os conteúdos que faltam, vão além, são os que realmente merecem uma moção.

  4. Qual é a visão mais acertada nesse caso? Eis o real valor:

    Moção real quem tinha de receber com mais justiça seriam os professores, mais ainda os que estão dando aulas, cumprindo a sua missão maior de educar, dando aulas para não prejudicar os alunos que não têm nada a ver o problema das contas públicas. Não era o sindicato que tinha de receber.

    Quem mais tinha de receber moção seriam os alunos que estão sendo obrigados a ficar sem aulas e serão prejudicados nas provas do ENEM por falta de conteúdo, decorrente da greve. Que buscaram o conteúdo que falta, por conta, esses sim merecem. Não o sindicato. Pobres dos alunos, são sempre só “um detalhe”.

  5. Se os destaques da semana da Câmara foram moções, a coisa está complicada.

    Num dos casos, a moção de uma vereadora para os afins de um sindicato mostram o quanto o exercício da representação pública continua sendo usado por interesses muito menores por se basear em referências de valor menores. Já demonstro a seguir.

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