POLÍTICA. Nova “janela da traição”, em março, vai assistir a uma migração em busca de espaço e votos

POLÍTICA. Nova “janela da traição”, em março, vai assistir a uma migração em busca de espaço e votos

POLÍTICA. Nova “janela da traição”, em março, vai assistir a uma migração em busca de espaço e votos - poder-360-congresso

Congresso Nacional será palco de razoável quantidade de traições. E, entre os partidos, o PSB tende a ser um dos campeões da infidelidade

Por NAOMI MATSUI, no portal Poder360, com foto de Reprodução

A janela partidária –período de troca de siglas– começa apenas em março, mas várias negociações estão em andamento no Congresso. A pouco menos de 1 ano para as eleições de 2018, políticos buscam melhor colocação no governo ou se agarram às suas cadeiras atuais.

Um exemplo é o líder do governo no Congresso, deputado André Moura (SE). Sua ida para o PMDB já está acertada. A intenção é concorrer ao Senado pelo partido. Atualmente, é 1 dos 11 deputados do PSC.

A saída para uma sigla maior é vista por políticos como uma oportunidade de ascensão. Também é 1 atrativo entrar em uma estrutura maior após proibição de doações privadas.

Outro caso é do relator da reforma da Previdência, Arthur Maia (PPS-BA). Ele deve tentar a reeleição para a Câmara. O deputado nega esperar 1 agradecimento em forma de cargo por sua relatoria no principal projeto do governo, mas considera que só conseguiria assumir 1 ministério, por exemplo, se mudasse de partido. Hoje, faz parte do PPS, de 9 deputados. Recentemente, foi convidado a migrar para o DEM, com o triplo da bancada.

Outras mudanças se devem aos arranjos estaduais. O presidente da CCJ da Câmara, Rodrigo Pacheco (PMDB-MG), deve anunciar sua ida para o DEM ainda em dezembro. Será candidato ao governo de Minas Gerais. O motivo seria a aliança estadual entre seu partido e o PT, de Fernando Pimentel. O PMDB resiste a bancar uma candidatura própria no Estado e deve indicar 1 nome para compor chapa com o petista.

Já alguns devem migrar por discordâncias ou desgastes internos. O maior caso é o PSB. A sigla ficou rachada depois que deixou a base aliada a Michel Temer e congressistas chegaram a ser punidos por votarem a favor de projetos do governo. Os dissidentes pessebistas são alvo de disputa por legendas como PMDB, DEM, PSD e outras siglas do chamado “centrão”.

Danilo Forte (CE) e Fábio Garcia (MT) já oficializaram a saída e constam como “sem partido” no site da Câmara. Forte também deve ir para o DEM. Já Garcia nega que tenha escolhido sua legenda de destino.

No Podemos, nomes como Alexandre Baldy (GO) e Carlos Gaguim (TO) consideram uma troca pelo mesmo motivo. Eles fazem parte da ala governista do partido, que perdeu espaço depois que a sigla desembarcou da base governista e passou a apoiar a denúncia contra Temer. Baldy estaria em conversas como o PMDB e PP e Gaguim com o DEM.

CLÁUSULA DE DESEMPENHO

Há ainda a preocupação com a cláusula de desempenho, aprovada neste ano e que começará a valer no pleito de 2018. Pelas regras, partidos que não superaram o quociente –que inclui a eleição mínima de 9 deputados– serão impedidos de acessarem o fundo partidário e terão “direitos limitados” no Congresso. Neste caso, os eleitos poderão trocar de partido sem perder o mandato. Prevendo isso, alguns integrantes de bancadas pequenas já consideram antecipar a mudança para legendas maiores a fim de fugir da cláusula.

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1 comentário

  1. RUBEM ANTUNES BRASIL

    É perigoso e enfraquece a democracia quando as pessoas não tem ideologia, antes de terem partido.
    E os políticos que devem dar exemplo, mas não dão, porque trocam de partido por ideologias muito diferentes, na maioria das vezes por interesses próprios.
    Quando alguém sai da direita e vai para a esquerda é comprensível, porque estamos em um país que vivemos muitos anos de ditadura, com o poder a base da baioneta, que não admitiam que a população pensasse e tivesse opinião diferente do status quo.
    Aqui na região é vergonhoso dois nomes regionais que fizeram parte do governo Tarso Genro do PT e hoje estão no Governo Sartori (PMDB/PSD/PSB/PP/DEM/PSDB/PV/PPS/PTB e PPL).
    E a justiça eleitoral é a grande culpada, porque não fiscaliza.
    Aos golpistas interessa o povo não ter ideologia.

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