Claudemir PereiraJornalismo

SALA DE DEBATE. A minuta do contrato da Corsan, morte de Marielle Franco, o gênio Stephen Hawking…

O mediador Roberto Bisogno (D) e convidados de hoje: Werner Rempel, Ruy Giffoni, este editor, Eduardo Rolim e Giorgio Forgiarini

Vários temas povoaram o “Sala de Debate” de hoje, entre meio dia e 1 e meia, na Rádio Antena 1. Mas é possível, quem sabe, realçar três deles, discutidos com intensidade pelos convidados do dia: Werner Rempel, Ruy Giffoni, Eduardo Rolim, Giorgio Forgiarini e este editor, sob a mediação de Roberto Bisogno.

Quais? A divulgada e portanto pública minuta do novo contrato de prestação de serviços de água e saneamento para Santa Maria pela Corsan (pendente de várias discussões e da chancel da Câmara de Vereadores), a execução da vereadora carioca Marielle Franco e a comoção nacional que provocou e a perda do gênio Stephen Hawking. Mas, creia, no entremeio, vários outros assuntos acabaram tocados pelos participantes.

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8 Comentários

  1. Aldo Fornazieri tem licenciatura em física pela UFSM. Mestrado e doutorado em ciência política pela USP. Tese sobre Maquiavel. Para quem já viu ele falando sabe que é militante de esquerda, é inteligente, mas tem um problema. Com sorte ele está num dia que resolve falar sério, coisas que se aproveitam. Na maioria das vezes só regurgita material de cartilha para a militância, é doutrinador. Perda de tempo, melhor trocar de canal.

  2. Há claro muitos especialista que são bons e são aparentemente gente boa. Problema é que os “atravessados” chamam atenção e fazem a fama.
    Samuel Pessoa é um dos mais reconhecidos economistas do país, é bacharel e mestre em física, fez o doutorado em economia.
    Busílis da perda de fé nos especialistas foi a extrapolação da expertise. Criatura é doutora em biologia molecular, quer opinar sobre macroeconomia e ter a mesma credibilidade. Óbvio que não. Ainda por cima tem a utilização política (ficou clara no programa). Stephen Hawking tinha posições políticas, “não deram destaque”. Sujeito sabia muito de física, quem diz que não era uma besta na política? Ou querem fazer colar o “Stephen Hawking concorda com a gente”? Infantil, para dizer o mínimo. Inteligência artificial? Não era o campo dele, chute.

  3. Existe também a política, infiltrou-se no meio acadêmico. Gente com tese em letras ou educação cujo tema tem muito pouco a ver com letras ou educação. Geralmente sai algo mais parecido com ciência política, diferença é a baixa qualidade. Como o processo de aprovação é burocrático, uma mão lava a outra e no final dá tudo certo.
    Resumo da ópera é que há especialistas e há “especialistas”. Na aldeia é cômico, como parcela significativa da população é baba-ovo, tem gente que não pode ver um “dôtô” que já fica com água na boca. Tem muito “dôtô” também que é tão inteligente que não consegue dominar o ego.

  4. Bernard Shaw disse que “nenhum homem pode ser um especialista sem ser no estrito senso um idiota”. Existe uma expressão que evoluiu desde o começo do século XX, “especialista é alguém que sabe cada vez mais sobre cada vez menos até saber tudo sobre nada”.
    A falta de credibilidade dos “especialistas” é muito bem merecida. No Brasil é mais grave. Exigência de titulação para progressão na carreira faz com que muitas pessoas façam cursos onde for mais conveniente. Daí aparecem advogados e enfermeiras doutores em engenharia de produção, por exemplo. Mesmo sem formação querem fazer pesquisa em direito e enfermagem sem a formação.

  5. Por que algumas pessoas se regozijam com a morte de outro ser humano? Faz parte da natureza humana. Não somos seres perfeitamente racionais e lógicos o tempo todo. Existe o lado animal. Os alemães têm até uma palavra para isto: schadenfreude.
    Havia um professor décadas atrás numa certa cidade interiorana que dizia para os alunos que sempre que morria um desafeto ele levava um “champagne” para tomar gelado com a mulher. Esta ficava curiosa mas, segundo ele, não revelava o motivo. Parece que agora não existe ninguém mais católico.

  6. Assassinato de Marielle Franco não foi político. Patrícia Acioli, uma magistrada, foi assassinada em 2011. Se não respeitam o judiciário, por que iriam respeitar o legislativo municipal?
    Editor com suas observações “pertinentes” e “piadas” tempestivas perguntou o motivo de não matarem políticos de “extrema direita”. Não é o caso, no Rio de Janeiro quem fala mal do tráfico (vide Tim Lopes) ou das milícias está sujeito a chuvas e trovoadas.

  7. Stephen Hawking era pop. Não fosse a condição dele seria um completo desconhecido. Não ganhou o Nobel. Einstein ganhou o dele com um artigo que foi submetido antes de completar o doutorado e que não tinha a ver com a relatividade (era para ganhar outro). Ocupou a mesma cátedra de Newton em Cambridge. Outros dois ocuparam a mesma posição depois dele e ninguém sabe o nome. Big Bang começou a ser discutido antes dele nascer. Filme “Gravidade” não tem o dedo dele, o consultor ganhou o Nobel ano passado.
    Em 1974 Hawking fez uma aposta com este sujeito sobre um tópico da física e perdeu (pagou um ano de assinatura da Penthouse). Perdeu duas ou três apostas deste jeito. Teve uma controvérsia com Leonard Susskind que virou livro, perdeu também.

  8. Agência reguladora municipal é só para dar risada dos vermelhinhos. Começou com uma “estrutura enxuta”, “meia dúzia de fiscais”. Dali a pouco já tinha “presidente com mandato”. Ou seja, como presidente não pode ser chefe de fiscais já se cria uma chefia. Mas presidente não pode tratar direto com o chefe. Cria-se uma gerencia e uma diretoria de uma vez. Bobeando cria-se uma superintendência. Quatro ou cinco “caciques” para seis “índios”. Estrutura enxuta é “coisa de neoliberal”.
    Caso da Corsan é simples, coloca-se um funcionário do lado de um telefone e divulga-se o número. Cria-se um email com capacidade de receber fotos. Modifica-se o site da Prefeitura e cria-se um esquema semelhante ao da iluminação pública. Vermelhinho gosta de cabide.

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