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ESTADO. Protesto dos caminhoneiros já começa a provocar prejuízos. Indústria alimentícia decide parar

Protesto dos caminhoneiros, que acontece em todo o País, começa afetar postos de combustíveis no Rio Grande. E é só um dos reflexos

Do portal do Correio do Povo, com informações da repórter Angélica Silveira e foto de Reprodução

A paralisação dos caminhoneiros contra o preço cobrado pelo diesel, com bloqueio e interrupção em alguns trechos de rodovias ou até mesmo com veículos parados, começa a refletir no cotidiano das pessoas. Em Pelotas, no sul do Estado, quem precisou abastecer, teve uma surpresa: alguns postos já estavam sem gasolina. Nos que ainda tinha o combustível foram registradas filas durante todo o dia.

De acordo com a assessoria de imprensa da Sulpetro, o município foi o único, até o momento, que registrou que já sofre com a falta de gasolina, já que não houve o abastecimento devido a dificuldade de locomoção dos caminhões de combustíveis de chegarem até aos municípios.

Empresa paralisa atividades

A manifestação dos caminhoneiros – que ocorrem desde segunda – deve prejudicar também o setor alimentício. Segundo a nota divulgada da Cooperativa Central Aurora Alimentos, a empresa vai paralisar as atividades das indústrias de processamento de aves e suínos no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul nesta quinta e sexta-feira.

De acordo com a nota, a suspensão tornou-se inevitável devido aos efeitos dos protestos que impedem a passagem dos caminhões que transportam todos os insumos necessários ao funcionamento das indústrias e ao escoamento dos produtos acabados para os portos. “A capacidade de estocagem de produtos frigorificados – de 50 mil toneladas – está exaurida”, diz a nota.

Conforme a Aurora Alimentos, os protestos são legítimos, mas adverte para o sofrimento e perdas que são impostas a milhares de famílias rurais, trabalhadores urbanos, micro e pequenas empresas…”

Novos protestos nas rodovias

A terça-feira foi de mobilização dos caminhoneiros em todo o País. Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), no meio da tarde, 22 Estados tinham manifestações. No Rio Grande do Sul foram registrados protestos na BR 386 nas cidades de Tio Hugo, Soledade, Fontoura Xavier, Lajeado e Montenegro. A mobilização segue nas demais rodovias federais registradas mais cedo nesta terça: Três Cachoeiras (BR 101), Uruguaiana (BR 290), Camaquã (BR 116), Ijuí (BR 285), Carazinho (BR 285), Santa Maria (BR 392), São Sepé (BR 392), São Gabriel (BR 290), Júlio de Castilhos (BR 158), Mato (BR 285) Castelhano, Palmeira das Missões (BR 468), Lagoa Vermelha (BR 285), Passo Fundo (BR 285), Caseiros (BR 285) e Erechim (BR 153)…”

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Um Comentário

  1. Nos antanho os ferroviários também faziam destas (sem julgamento de mérito). Questão é que se uma categoria tem poder de parar o país algo deverá ser feito a médio e longo prazo. É uma constatação histórica, ninguém ache que as largas avenidas de Paris foram feitas só para ‘bonito’.
    Olhando para o passado todos são gênios, quando JK incentivou a indústria automobilística o mote era continuar a industrialização começada por Vargas, a crise do petróleo só viria uns 20 anos depois. As ferrovias viraram os Correios sem o monopólio, deu no que deu.
    Solução não é simples, furo orçamentário, tributos têm anualidade e noventena, etc.

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