KISS. Relações pessoais abaladas e até extintas, um perverso efeito colateral da tragédia. E é para sempre?

O editor conversou, faz dois dias, com pelo menos três pessoas que, por sua posição, se obrigaram a intervir diretamente no pós-tragédia de 27 de janeiro. Tanto quanto este profissional, os demais têm posições. E não as escondem. Não importa quais, para este raciocínio. Mas têm. E isso tem custo. Não apenas material (e já há quem tenha sentido isso de uma forma bastante explícita). Mas, sobretudo, no plano pessoal.
Nada se compara, obviamente, à situação daqueles diretamente envolvidos no episódio (vamos chamá-lo assim, aqui, embora saibamos que é beeem mais que isso). Isso inclui especialmente os familiares das vítimas. E aos amigos delas e deles. E aos colegas de aula ou trabalho. Deles e delas. E aos vizinhos, da mesma forma. E aos simplesmente conhecidos, idem.
Só aí se tem um contingente que se pode medir aos milhares, em Santa Maria. Passemos agora aos profissionais. Até agora, conversando com colegas do Hospital de Caridade que interagiram com vítimas e familiares, desde o dia da tragédia (e já se vão lá quatro meses), é possível perceber o quanto aquilo tocou. E olha que são gente calejada, no mínimo habituada a conviver com o sofrimento do outro, a entendê-lo e, na medida do possível (às vezes do impossível), ajudá-lo. Pois também eles mudaram sua relação com o mundo e com as pessoas.
Questões mais comezinhas também podem ser colocadas. Uma verdadeira instituição (modéstia às favas) se viu prejudicada. Provisoriamente? Sabe-se lá. Mas o chamado “café ecumênico”, de que este editor era um dos protagonistas, não se repetiu mais. Por que as pessoas deixaram de gostar e respeitar umas às outras? Não. Apenas que havia (e ainda há) grande possibilidade de extinguirem-se relações pessoais consolidades ao longo de muitos anos, por conta de profundas divergências de opinião. Hiberna-se o evento, para preservar justamente essas relações.
Há locais, disse uma autoridade, que ela não pode mais frequentar. Seria hostilizada, por força do seu trabalho, que nem sempre agrada a todos. Empate, disse o editor, que também tem evitado algumas situações. Tudo na tentativa de manter, pelo menos, a possibilidade de convivência minimamente fraterna. Afinal, vivemos todos numa mesma cidade e aqui ficaremos até que nossa hora chegue.
Eis, aí, um perverso efeito colateral da tragédia de 27 de janeiro. Jamais será esquecida, ninguém duvida. Mas e essa relação cortada também será eterna? É cedo para saber. Muito cedo. Mas o risco existe. E deve ser combatido, de alguma maneira. De alguma maneira.
EM TEMPO: o raciocínio acima, com o qual obviamente ninguém é obrigado a concordar, não vale para os que não têm posição. Esses, claro, têm lá seu sofrimento. Mas é infinitamente menor que o experimentado por aqueles que têm lado. Simples assim.





sr Jaci Boreau o sr. com certeza não estava presente no momento do protesto portanto fala pelo o que ouviu nenhuma ambulância deixou de passar pois tudo foi de forma prevista e planejada com o apoio da PRF nossa manifestação quer queira o não foi recebida com o apoio de mais de 90% de quem passava no local portanto antes de se manifestar procure informar-se melhor sugiro que leia matéria dos jornais local que vc terá uma visão maior do que ocorreu não faça julgamentos sem embasamento informativo de credibilidade leia um pouco por favor e volto a dizer se estamos incomodando não fomos nós que provocamos tudo isto só estamos em nosso direito democrático de nos manifestar,cobra das autoridades da administração publica que é a verdadeira responsável pelo o que aconteceu.
sr. luigi munhoz o sr tem o direito de pensar como quiser demostrar sua insensibilidade da forma que quiser mas nos temos o direito de nos manifestar e pedir justiça logo se ve na sua postura como possamos traçar um perfil das pessoas através de sua expressões escritas infelizmente vc faz parte do grupo de pessoas que talvez nem chore pela morte de um familhar seu tá no seu direito mas não esta no seu direito dizer o que devemos fazer por justiça se não tiver nada que possa acrescentar então fique calado.
As feridas, inclusive as da alma curam-se com o tempo e se transformam em cicatrizes que não deixam cair no esquecimento a dor lancinante do ferimento…
A tragédia de 27/01 ramificou-se. INFELIZMENTE! Dela, se utilizaram politicamente. E não somente a situação. Não venham me dizer que a oposição seria isenta. Ainda, por mais que existam muitas formas de pensamento referente a esta desgraça que será sentida por várias geração, uma deve ser respeitada. O sentimento dos que perderam. Isso tem que ser unânime ou passaremos a ser uma sociedade desumana. Mas há de se pensar “no para frente”. Questiono-me até quando ficaremos remoendo o LUTO. A cidade precisa viver. Precisa lembrar e ter a consciência do que a vida pode nos aprontar quando não somos cautelosos e sim negligentes nos nossos simples atos de como viver. Acredito que a Associação tem o MAIOR DOS DIREITOS em lutar por justiça e manifestar a sua dor pelos entes queridos que foram ceifados da vida. Mas, querer que uma cidade permaneça em luto eterno por isso eu não apoio. Quando fizeram as Leis sobre o que rege as atitudes (sejam elas criminosas ou não) ninguém estava atento a fiscalizar. Ou seja: NEGLIGÊNCIA SOCIAL. Quando deixamos nossos filhos a frequentarem uma boate que apresentava risco somos NEGLIGENTES (e ainda há várias casas noturnas inadequadas na noite). Quando o poder público deixou de fiscalizar(e ainda há falha em muitos setores) FOMOS E SOMOS NEGLIGENTES. Os erros do passado não alterará a história. Mas o passado não pode frear o futuro. Nenhum pai deixará de ter o meu apoio por lutar por justiça ou de expressar a sua dor, mas que as manifestações não afetem a rotina de uma cidade que PRECISA RENASCER. Outra qualquer forma de manifestação será apoiada e entendida por todos. E mais, não se deixem levar por interesses políticos. Os urubus estão sobrevoando a sua dor.
Desde o início, desse que foi o pior dia da história de Santa Maria, tenho solicitado e defendido o respeito aos familiares e amigos das vítimas. Reitero que em primeiro lugar eles devem sempre ser lembrados antes de qualquer atitude.
Essa dor que eles sentem é insuportável. Perder alguém que amamos é uma experiência horrível. Portanto, antes de tudo e de qualquer coisa feita, continuo defendendo os familiares e respeitando sua dor.
Nós, as demais pessoas, também estamos elaborando nosso luto pela tragédia. Mas, não temos como mensurar a dor dos familiares.
Respeito aos familiares das vítimas, sempre!
Quem ficar ou ficou meu inimigo pelas minhas posições em relação ao que deve ser feito com os responsáveis pela tragédia, na verdade nunca foi meu amigo!
Eu escrevi dias atrás sobre interromper fluxos e não gostaram, cada um é reponsável pelos seus atos, os familiares devem lembrar que outras pessoas TAMBEM tem as suas dores, por perdas tambem traumáticas e que existe um ir e vir de gente que precisa atendimento, neste sentido acho errada a interrupção de vias para manifestos, pois pode ATRASAR uma ambulância e os sobreviventes sabem o que resulta rapidez quando o assunto é vida.
Tenho a convicção que a Associação NÃO precisa parar nada, pelo contrário, deve se mostrar para muitos, durante os fluxos da cidade.
Não há como se mmanifestar e não ferir alguem, todos estão nervosos, com razão, depois vem uma veradora e fala que a CPI não usa emoção… que pena, deveria usar, somos humanos e podemos usar, devemos usar, ainda mais em um caso que abalou a cidade.
A frieza da vereadora assusta.
Sem me alongar, afirmo que pessoas que colocaram posições políticas, projetos pessoais e partidários acima desta tragédia, da dor dos familiares das vítimas e do sentimento dos Santa-marienses deixaram de ter meu respeito e consideração. Felizmente este grupo não é tão espalhado. Eles lá e eu cá.
realmente,sou um dos que não expõem sua opinião ,pois com certeza não seria entendida,não é nem opinião ,é um questionamento,acho q não vou ter resposta nunca pra minha dúvida.