EDUCAÇÃO. Docentes fazem caminhada e queriam uma reunião com Pozzobom. Prefeitura divulga Nota

EDUCAÇÃO. Docentes fazem caminhada e queriam uma reunião com Pozzobom. Prefeitura divulga Nota

Esta quarta-feira teve, além dos protestos gerais de todos os segmentos vinculados à Educação, uma pauta singular: o protesto dos professores da rede municipal, descontentes com o reajuste salarial proposto pela Prefeitura e a reivindicação do pagamento do Piso Nacional da categoria.

A seguir você tem dois textos. Um, distribuído pelo Sindicato dos Professores Municipais (com texto e fotos de Paulo André Dutra, da Assessoria de Imprensa da entidade), outro uma Nota enviada pela Superintendência de Comunicação Social, com resposta da Prefeitura ao reclamo docente, que protestou fortemente por não ter sido aceito pelo prefeito Jorge Pozzobom um pedido para encontro pessoal.

Acompanhe os dois textos e faça a tua própria análise. A seguir:

EDUCAÇÃO. Docentes fazem caminhada e queriam uma reunião com Pozzobom. Prefeitura divulga Nota - sinprosm-em-cima

Mesmo com chuva, professores municipais fizeram uma caminhada e levaram sua pauta de reivindicações em cartazes e faixas

Pozzobom recusa-se a responder aos professores e nova assembleia é marcada (da Assessoria de Imprensa do Sinprosm)

O prefeito Jorge Pozzobom (PSDB) e sua equipe se recusaram, na manhã desta quarta-feira (15), a ir ao encontro dos professores municipais que se manifestaram em frente ao prédio da Prefeitura. As cerca de 600 pessoas presentes, majoritariamente docentes, solicitaram a presença do chefe do Executivo para que justificasse o projeto enviado ao Legislativo de reposição inflacionária fracionada: 2% retroativo a março e 1,75% a partir de junho.

“Essa proposta é desrespeitosa com os servidores. Além de continuar descumprindo a lei do piso nacional, gera um atraso até mesmo na reposição da inflação. Que o prefeito tenha a coragem de justificar esse absurdo frente a frente com os professores, como teve com outras categorias que estiveram se manifestando aqui neste mesmo lugar”, disse a coordenadora de Organização e Patrimônio do Sinprosm, Martha Najar.

Por meio de representantes, foi proposta a formação de uma comissão, que seria recebida pelo governo, o que foi rechaçado pela categoria. “Isso é uma manobra para esvaziar o diálogo. Ano passado formamos comissão e não foi proposto nada de concreto, apenas mais prazos que caíram no vazio. Não vamos aceitar esse tipo de enrolação”, confirmou a coordenadora de Comunicação e Formação Sindical, Celma Pietczak.

Devido à recusa, a coordenação do Sinprosm marcou nova assembleia para o dia 29 de maio, onde serão avaliadas outras medidas para continuar a luta pelo cumprimento da Lei do Piso Salarial dos Professores. “Vimos hoje a verdadeira face do Governo Pozzobom, alinhado ao Governo Bolsonaro, sem respeito à educação e aos educadores. Os professores mostraram sua capacidade de indignação e vai continuar mobilizado para garantir seus direitos”, reforça a coordenadora Martha Najar.

A pauta do Sinprosm é a equiparação do salário básico com o piso nacional, reajuste do auxílio-alimentação, solução para a falta de professores nas escolas e plano de saúde. Mais de 90% dos docentes paralisaram atividades total ou parcialmente.

Junto aos docentes, a concentração na Praça Saldanha Marinho durante a manhã teve a presença também de alunos e servidores, que levaram suas reivindicações ao município, como contratação de merendeiras, melhorias na infraestrutura das escolas e falta de professores.

GREVE NACIONAL DA EDUCAÇÃO

A pauta do magistério municipal, nesta quarta-feira, soma-se à mobilização nacional dos trabalhadores da educação, chamada pelas centrais sindicais, que tem como foco a defesa da aposentadoria e contra a reforma da previdência. À tarde, a categoria volta à Praça Saldanha Marinho para somar-se ao ato unificado, com concentração às 16 horas. “Essa luta é de todos os trabalhadores, seja da educação ou não. Vamos somar força com os colegas para barrar essa reforma desumana do Governo Bolsonaro”, conclui Celma Pietczak.”

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Professores pedem a presença do prefeito Pozzobom. Isso não aconteceu, o protesto aumentou e a Prefeitura divulga Nota para explicar

NOTA OFICIAL DA PREFEITURA (via Superintendência de Comunicação Social)

Sobre a manifestação do Sindicato dos Professores Municipais de Santa Maria (Sinprosm), a Prefeitura esclarece, em primeiro lugar, que as tratativas a respeito das reivindicações da categoria seguem em andamento, conforme o que ficou estabelecido na reunião realizada no dia 26 de abril, na qual os representantes do sindicato foram recebidos pelo Prefeito Municipal e pelos secretários de Finanças e de Gestão e Modernização Administrativa.

Na ocasião, inclusive, cabe salientar, que o Sinprosm comprometeu-se em apresentar um relatório sobre a viabilidade da implementação da Lei do Piso. No entanto, passadas quase três semanas, esse levantamento ainda não foi entregue. Já de acordo com o estudo realizado pelos técnicos da Prefeitura, o impacto financeiro do aumento salarial que está sendo solicitado pelos professores seria de R$ 7,6 milhões, apenas em 2019, o que inviabilizaria as finanças do Município, comprometendo o pagamento dos salários dos demais servidores e dos prestadores de serviço.

Por fim, a Prefeitura de Santa Maria reitera o compromisso com Educação, demonstrado, efetivamente, com o investimento na qualificação dos servidores e a contratação de 360 professores para a Rede Municipal de Ensino. O Poder Executivo que os representantes do Sinprosm terem se recusado a conversar com o Secretário de Gestão e Modernização Administrativa (com quem estão conduzidas as tratativas desde o início) e, também, que conteúdo que está sendo veiculada na campanha publicitária paga pelo sindicato contenha informações inverídicas e ataques pessoais ao prefeito Jorge Pozzobom. 



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