ASSEMBLEIA. Valdeci lamenta aval às privatizações. Parlamentares também rejeitaram “emendas sociais”

ASSEMBLEIA. Valdeci lamenta aval às privatizações. Parlamentares também rejeitaram “emendas sociais”

ASSEMBLEIA. Valdeci lamenta aval às privatizações. Parlamentares também rejeitaram “emendas sociais” - valdeci

Deputado petista, com seus colegas de partido, além do PDT e do PSol, foi um dos parcos 14 votos contra a privatização de estatais

Por MARCELO ANTUNES (com foto de Joaquim Moura/AL), da Assessoria de Imprensa do Parlamentar

Contrário à entrega de todo o setor energético do estado – que considera estratégico para o desenvolvimento do Rio Grande do Sul – para empresas privadas, o deputado Valdeci Oliveira votou contra os projetos de lei do governo prevendo a venda da Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE), da Companhia Riograndense de Mineração (CRM) e da Sulgás. A votação das matérias ocorreu na noite de terça-feira (3), com a negativa das bancada do PT, Psol e PDT.  Os partidos aliados do governo aprovaram os projetos por 40 votos a 14, 40 a 14 e 39 a 14, respectivamente.

“O governo Eduardo Leite não apresentou até o momento nenhuma possibilidade concreta de criação de um projeto de desenvolvimento estratégico do estado do RS que possa interagir entre os diversos setores e entre nossas diversas matrizes econômicas. Aliás, a única coisa que fez foi encaminhar para a Assembleia as propostas de privatização, sendo que poderia muito bem rediscutir o processo de incentivos fiscais, que hoje chega a mais de R$ 7 bi ou encaminhar uma proposta para discutir a questão da sonegação de impostos, que de janeiro até o início dessa semana estava na ordem de R$ 4,7 bi”, protestou o deputado.

Para Valdeci, não se trata apenas de uma “venda pura e simples”, uma vez que o resultado significará que o estado irá abrir mão de sua soberania justamente em um segmento que é lucrativo. “São empresas que não dão prejuízo, pelo contrário. Para piorar, o povo gaúcho ficará com os passivos (dívidas) das empresas”, critica o parlamentar.

Conforme ele, somente a Sulgás rendeu mais de R$ 700 milhões de lucro aos cofres públicos nos último oito anos. Já a CRM possui a maior mina de carvão do país e a CEEE possui ações na justiça que podem gerar bilhões para a empresa.  “Recentemente, uma reportagem do jornal Folha de São Paulo mostrou que 880 serviços foram reestatizados na França, Espanha, Estados Unidos, Inglaterra e na Alemanha. Isso ocorreu porque justamente, além de serem estratégicos, esses serviços ficaram muito caros e sem a qualidade equivalente. Por isso, nós entendemos que a receita da privatização é uma receita atrasada e obsoleta que já demonstrou não ter dado certo no passado, durante a gestão do governador Britto “, enfatiza Valdeci.

Outra crítica de Valdeci disse respeito a negativa sobre a apreciação de emendas que foram apresentadas pela oposição e que visavam destinar parte dos recursos das vendas das empresas aos setores da saúde, educação e segurança. “É uma contradição absoluta negar que a população se beneficie da venda de algo que é seu. As emendas para áreas sociais, ao menos, amenizariam um pouco as consequências drásticas da perda de patrimônio. Mas nem isso a base do Executivo permitiu. Há um ditado popular que diz que ´não adianta vender a casa para pagar o almoço´. E é isso que o governo Eduardo Leite está fazendo”, criticou Valdeci durante os debates em plenário.



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