PREFEITO. E o MDB corre atrás de um nome para chamar de candidato. Pode ser do PP. Ou do PSDB

PREFEITO. E o MDB corre atrás de um nome para chamar de candidato. Pode ser do PP. Ou do PSDB

PREFEITO. E o MDB corre atrás de um nome para chamar de candidato. Pode ser do PP. Ou do PSDB - mdb-visita-pozzobom-gardel-silveira

O cenário preferido de muitos emedebistas: compor com o atual prefeito, Jorge Pozzobom, na hipótese de um distrato com os pepistas

Por CLAUDEMIR PEREIRA, Editor do Site, com foto de GARDEL SILVEIRA (Divulgação)

Claro que falta combinar com “os russos”. Mas o fato é que, papeando com emedebistas que influenciam e até quem poderia (fosse outro o AQUI da convenção municipal da sabatina) fazer isso, a conclusão fica cada vez mais clara: não há qualquer apetite das lideranças emedebistas em fazer valer o tamanho do partido em Santa Maria.

Isso significaria, claro, bancar candidatura a prefeito, buscando eventuais alianças. Não, isso, se a decisão fosse tomada hoje, estaria fora de cogitação. Assim é que as visitas de dirigentes e lideranças de outras siglas à convenção emedebista, a começar pelo presidente municipal do PP, Mauro Bakoff, e do prefeito municipal Jorge Pozzobom ajudam a sinalizar o que virá no próximo ano.

Será, ao que se deduz, uma repetição do que houve em 2016, apenas com nomes diferentes. Se, há três anos, por imposição política (de resto aceita, e portanto sem críticas aceitáveis a posteriore) do então prefeito Cezar Schirmer, hoje alistado à sigla na capital, o MDB embarcou na candidatura de Fabiano Pereira, do PSB. Com o resultado conhecido.

Passado o tempo, e sem a sombra do então líder inconteste, nada substantivo aconteceu de diferente. Exceto o afastamento de alguns nomes de outrora, ligados a Schirmer. No mais, a disposição para bancar, de fato (o que significaria, por exemplo, buscar recursos financeiros para a campanha), uma candidatura, se perde no mar das conjecturas, sonhos e até eventuais delírios.

Sobra a realidade. Que é uma só: o MDB encaminha-se para ser vice de alguém. Com Marta Zanela de vice, talvez. Um bom nome, por sinal. Ou outro a ser pinçado entre os que não querem concorrer à vereança.

Tá, e quem seria esse ALGUÉM? O cenário, hoje, sempre contando com a concordância “russa”, aponta duas possibilidades. E nenhuma outra. Ambas, porém, dependem de uma premissa ainda não oficializada. No caso, o “divórcio” eleitoral entre PSDB e PP, por obra e graça do segundo, que iria concorrer em faixa própria, inclusive por conta de estratégia estadual. Cumprida essa preliminar, vem a dupla de opões. Quais?

1 – O MDB, que já contribui com importantes quadros na Prefeitura, se coloca como interessado em ser vice de Jorge Pozzobom, candidato a tucano à reeleição.

2 – Se a conta política for considerada muito alta pelos tucanos, mais a fim de outra parceria, a ideia é se colocar como alternativa ao candidato a prefeito do PP, especialmente se este for Sérgio Cechin.

Há um punhado de complicadores na espera. E precisam ser ditos. Para não cansar ninguém, apontem-se apenas dois. E será suficiente.

1 – Os pepistas contrários à saída da aliança vitoriosa com Pozzobom podem (não é improvável, há quem diga) se impor internamente e, nesse caso, nada muda e o MDB, de uma só vez, fica com o pincel na mão. E, no pior dos cenários, terão de apresentar uma hoje indesejada candidatura própria ou apoiar, sem qualquer contrapartida, o atual detentor do poder. Ou, ainda, numa terceira opção (aliar-se ao PDT, por exemplo), improvisada e, nas internas, politicamente frágil.

2 – Consumado o distrato político entre PSDB e PP, ver o DEM se assanhando, com o apoio do PSL, impondo um nome “demo” para vice, nessa coligação direitista e apoiada por Jair Bolsonaro e seus apoiadores daqui e d’alhures.

Dirão todos: é muito cedo para esse tipo de previsão. Talvez. Mas, também na política, quem cedo madruga mais chance tem de ver o nascer do sol. E ponto.



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