MEMÓRIA. Trans Verônica, liderança do movimento LGBTQ+, assassinada, é velada no Legislativo de SM

MEMÓRIA. Trans Verônica, liderança do movimento LGBTQ+, assassinada, é velada no Legislativo de SM

MEMÓRIA. Trans Verônica, liderança do movimento LGBTQ+, assassinada, é velada no Legislativo de SM - verônica

Amigos de Verônica Oliveira (no destaque) e militantes da causa LGBTQ+ reivindicaram a realização no velório no parlamento municipal

Por MAIQUEL ROSAURO (com arte sobre fotos de Mateus Azevedo e Reprodução), da Equipe do Site

O velório de Verônica Oliveira, 40 anos, uma das líderes do movimento LGBT+ de Santa Maria, ocorre neste momento na Câmara de Vereadores. A transexual foi morta na madrugada desta quinta-feira (12). O ato fúnebre deverá ocorrer até as 10h desta sexta (13).

Militantes da causa LGBTQ+ e amigos de Verônica acompanharam a sessão plenária na tarde de quinta e pressionaram os vereadores para realização do velório na Casa. A presidente Cida Brizola (PP) convocou uma reunião com todos os parlamentares, uma vez que o Regimento Interno é vago em relação ao assunto. Por fim, todos os edis concordaram com o ato fúnebre na Câmara.

“Este é o terceiro ato contra uma transexual em Santa Maria desde setembro. O velório dela no Legislativo é importante para darmos notoriedade e também para fazer o Poder Público promover políticas públicas”, explica a advogada Marina Callegaro, coordenadora da Força Tarefa em Combate ao Feminicídio.

Em 7 de setembro, Carolline Dias, 27 anos, foi morta com um tiro nas costas, na esquina das avenidas Presidente Vargas e Borges de Medeiros. Em 14 de setembro, Mana, 37 anos, foi morta a facadas por dois homens na Zona Oeste. Já Verônica foi morta com uma facada na mesma esquina em que Carolline foi assassinada.

“O Poder Público não dá segurança nenhuma às mulheres trans, que acabam se prostituindo porque não conseguem emprego. Ninguém dá emprego para mulheres trans”, afirma Marina.

De acordo com a Associação Nacional de Travestis e Transexuais (ANTRA), em 2018, ocorreram 163 assassinatos de pessoas trans no Brasil. A estimativa é que a cada 48 horas uma pessoa trans seja brutalmente assassinada no país.



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