ARTIGO. Michael Almeida Di Giacomo e os desejos objetivos (nem assim menos sensíveis) de Ano Novo

ARTIGO. Michael Almeida Di Giacomo e os desejos objetivos (nem assim menos sensíveis) de Ano Novo

ARTIGO. Michael Almeida Di Giacomo e os desejos objetivos (nem assim menos sensíveis) de Ano Novo - michael-artigo-4Um ano de renovações

Por MICHAEL ALMEIDA DI GIACOMO (*)

Neste início de um novo ano, lembro Mario Quintana: “O bom das segundas-feiras, do primeiro dia de cada mês, e do primeiro do Ano, é que nos dão a ilusão que a vida se renova… Que seria de nós se a folhinha marcasse hoje dia 713.789 da era Cristã? ” Pelo olhar do poeta percebe-se a beleza dos ciclos que a vida nos apresenta.

E nesse caminhar, durante o passar dos anos, mesmo que não percebamos o quanto nossas ações e pensamentos possam vir a mudar, o certo é que a cada novo período podemos ser pessoas diferentes do que já fomos. Como escreveu Guimarães Rosa, “o mais importante e bonito, do mundo, é isto: que as pessoas não estão sempre iguais […] mas que elas vão sempre mudando. Afinam ou desafinam, verdade maior”. É mudança, mas também pode ser renovação.

Eu acredito, firmemente, que as comemorações do início de um novo ciclo marcam o momento no qual tudo se renova. Isso se dá a partir da busca em alcançar nossos sonhos e de praticar nossas virtudes, a culminar com novas realidades.

Nesta convicção de que nada permanece estanque, de que tudo é movimento, é que vemos a oportunidade de ir ao encontro de novas experiências ou até de melhorar algumas já vividas. É como banhar-se em um rio, “quando imergimos, águas novas substituem aquelas que nos banharam antes”, pois como asseverou o filósofo Heráclito, “tudo flui e nada permanece”. O fato é que todos nós estamos em constante transformação.

E, ao conseguirmos compreender que a partir das nossas ações conseguimos influenciar a vida ao nosso redor, o resultado será um mundo diferente. Melhor ou pior? Isso dependerá de muitos fatores, mas, principalmente, do ser humano que somos e da forma como queremos que a vida seja.

Nesta nova jornada, meu desejo é que o dizer de ‘um feliz ano novo” ultrapasse a mera formalidade. Que saibamos aproveitar os 366 motivos que se apresentam para vencermos desafios adormecidos e consigamos ampliar conquistas.

Que o ser humano, em sua essência, se digne a respeitar o próximo e contribua para um ambiente mais fraterno. Só assim a vida nos será mais leve, menos primitiva, mais harmoniosa.

Um feliz e abençoado 2020!

(*) Michael Almeida Di Giacomo é advogado, especialista em Direito Constitucional e Mestrando em Direito na Fundação Escola Superior do Ministério Público. O autor também está no twitter: @giacomo15.

OBSERVAÇÃO DO EDITOR: A foto (do Freepik) que ilustra este artigo, de reprodução livre, você pode ver, no original, AQUI.



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