POLÍTICA. Direita faz campanha para que o vereador Manoel Badke se candidate a reitor da UFSM em 2021

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Eloi Irigaray, Manoel Badke e Edmar Mendonça em reunião realizada na manhã desta quarta-feira (5). um dos assuntos foi a UFSM

Por MAIQUEL ROSAURO (com foto de Divulgação), da Equipe do Site

A próxima consulta acadêmica para substituir o atual reitor da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Paulo Burmann, ocorrerá apenas em 2021. Porém, o assunto o assunto vem ganhando força entre os grupos da direita desde o ano passado e, inclusive, já é tratado publicamente. Um nome desponta para concorrer: o vereador Manoel Badke – Maneco (DEM), que é médico-veterinário e professor da UFSM há mais de 35 anos.

Em encontro realizado no gabinete do democrata, na manhã de quarta-feira (5), este foi um dos principais temas tratados junto ao presidente do PSL/SM, Eloi Irigaray, e o vice da sigla, Edgar Mendonça.

“O Maneco viu um movimento para que ele coloque seu nome à disposição. Ele tem sido constantemente, nas rodas de frequento, comentado. E o Maneco gosta desta ideia”, afirma Irigaray.

Em novembro do ano passado, durante discussão de moção de repúdio ao empresário Luciano Hang, Maneco sinalizou na tribuna que conquistar a reitoria pode estar no seu horizonte.

“Se Deus quiser, em breve, teremos uma nova Universidade. Podem ficar preparados que nós já estamos preparando uma nova Universidade, fiquem bem tranquilos e bem em breve, em bem menos tempo que vocês imaginam. Já estamos trabalhando. Vamos separar o joio do trigo. Vamos dar à sociedade a Universidade que ela merece, podem ter certeza”, disse à época (AQUI).

MP favorece Maneco

Pesa a favor de Maneco uma Medida Provisória publicada pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido), em 24 de dezembro do ano passado, que torna obrigatória a realização de eleições com listas tríplices para a escolha de dirigentes das universidades federais. A iniciativa também reduz o peso dos votos de alunos e funcionários, aumentando o de professores.

Na prática, a MP legalizou que o presidente da República possa nomear reitor qualquer um dos nomes integrantes da lista tríplice que lhe é enviada, rompendo assim a tradição de nomeação do candidato mais votado pelas comunidades universitárias.

Em reunião com a bancada evangélica do Congresso, ano passado, Bolsonaro reclamou do aparelhamento das instituições por partidos de esquerda ou centro-esquerda.

“Ali virou terra deles. Eles são quem mandam. As listas tríplices que chegam pra nós muitas vezes não temos como fugir. É do PT, do PCdoB ou do PSOL. Agora o que puder fugir, logicamente pode ter um voto só, mas nós estamos optando por essa pessoa”, disse o presidente.

Até o fim de 2019, em 14 nomeações feitas, Bolsonaro só escolheu o primeiro colocado da lista tríplice para reitor em oito universidades. Em seis (43%), optou por candidatos menos votados, chegando a nomear postulante que teve 600 votos contra mais de 7 mil do primeiro colocado.

A MP tem validade de 120 dias e seu prazo começou a correr a partir deste mês, devido ao fim do recesso no Congresso. Uma comissão mista, com deputados e senadores, discutirá o texto e poderá alterar ou rejeitar totalmente a proposta. Após a análise do colegiado, o tema será votado nos plenários da Câmara e do Senado.



1 comentário

  1. O Brando

    Tem doutorado? É professor associado ou titular? Acredito que só tem especialização e é professor auxiliar. O que diz a MP?
    É Fake News ou não é? Para que serve diploma de jornalismo?

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