ARTIGO. Paulo Pimenta, governo e (falta de) gestão dos superproblemas gerados ao povo pelo coronavírus

ARTIGO. Paulo Pimenta, governo e (falta de) gestão dos superproblemas gerados ao povo pelo coronavírus

ARTIGO. Paulo Pimenta, governo e (falta de) gestão dos superproblemas gerados ao povo pelo coronavírus - corona-imagem-horizontalÉ hora do governo cuidar do povo!

Por PAULO PIMENTA (*)

No momento em que, segundo pesquisas, estamos atravessando no Brasil o período de maior taxa de infecção devido ao novo Coronavírus, a preocupação de Bolsonaro e sua equipe deveria ser apenas tranquilizar e cuidar do povo. Essas duas atitudes estão sendo tomadas por todos os governos do mundo, menos pelo brasileiro, que anda na contramão do que está acontecendo no planeta, cria instabilidade nas relações com os demais gestores públicos, expõe a população ao risco, nega a ciência e toma medidas que coloca toda a classe trabalhadora em pânico. Não por acaso, Bolsonaro foi considerado por um jornal suíço o “idiota mais perigoso do mundo”.

Para que o estado consiga cuidar do povo como ele realmente precisa, é necessário que seja feita uma ruptura nessa lógica neoliberal perversa implantada por Guedes e Bolsonaro. A dupla, que nessa semana chegou a propor o cancelamento dos contratos de trabalhos formais e o não pagamento do salário de funcionários por parte das empresas por um período de até quatro meses, e depois foi obrigada a recuar no mesmo dia, não conhece a realidade do povo Brasileiro e não sabe como zelar por seu bem estar.

Para contribuir com o Brasil e tranquilizar o povo neste momento de dificuldade para todos, estamos tomando medidas individuais e partidárias no sentido de tentar melhorar a qualidade de vida das pessoas que mais precisam e mostrar ao governo que existem alternativas para a crise que não vão contra a população mais carente. Como deputado estou apresentando três Projetos de Lei voltados para as classes economicamente mais prejudicadas pela pandemia. O primeiro foi o da criação de um abono salarial criado para feirantes e agricultores familiares durante o período da quarentena. O segundo foi para impedir a majoração, sem justa causa, do preço de produtos ou serviços, durante todo o período do reconhecimento de estado de calamidade pública em razão dos efeitos da pandemia de coronavírus. O terceiro projeto proíbe a interrupção dos serviços públicos essenciais durante todo o período de estado de calamidade pública, para pessoas em situações de pobreza e de extrema pobreza que estão inscritas no Cadastro Único do Governo Federal. São considerados serviços essenciais o fornecimento de água e tratamento de esgoto, gás, energia elétrica, internet e telefonia.

Ainda me somo aos companheiros do Núcleo de Políticas Publicas do PT para apresentar o Projeto de Seguro Básico emergencial que visa garantir um salário mínimo a metade da população brasileira. A proposta é que o governo federal estabeleça R$ 1.045 de renda a 100 milhões de brasileiros que precisam permanecer dentro de casa e parar suas atividades, no esforço de diminuir impacto da pandemia do coronavírus no sistema de saúde público brasileiro. O Seguro Quarentena atenderá aos beneficiários do Bolsa Família, as pessoas inscritas no Cadastro Único e a todos os trabalhadores informais e de baixa renda.

Todos os projetos apresentados e nosso esforço tem o objetivo único de atender as necessidades das pessoas que mais precisam, mas para isso é necessário que o governo entenda que sua principal função é proporcionar qualidade de vida para a população e não para gerar lucro como uma empresa privada.

(*) Paulo Pimenta é Jornalista e Deputado Federal, presidente estadual do PT/RS e escreve no site às quartas-feiras.



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