NUNCA É DEMAIS DIZER. O conveniente mito da imparcialidade. Este site não é imparcial. NINGUÉM É!

NUNCA É DEMAIS DIZER. O conveniente mito da imparcialidade. Este site não é imparcial. NINGUÉM É!

NUNCA É DEMAIS DIZER. O conveniente mito da imparcialidade. Este site não é imparcial. NINGUÉM É! - 4b511275-logo-site-840Por conta de alguns comentários que tem surgido (inclusive no site – que ABRE ESPAÇO para todas as opiniões, sem “equilibrar” nada), o editor resolve reeditar, com mudanças cronológicas e conceituais próprias do momento, texto já publicado neste espaço. Não é inédito, portanto. Mas, creia, vale a pena reler.

Antes, um texto do jornalista Ricardo Noblat, atualmente na Editora Abril e que é um dos pioneiros, senão o mais antigo, blogueiros políticos do Brasil, desde meados dos anos 90. Lá embaixo, o comentário claudemiriano. Acompanhe:

Sobre a imparcialidade do jornalista

Este é um dos mitos cultivados há mais de século: jornalista é imparcial. Ou tem obrigação de ser.

Ninguém é imparcial. Porque você é obrigado a fazer escolhas a todo instante. E ao fazer toma partido.

Quando destaco mais uma notícia do que outra faço uma escolha. Tomo partido.

Quando opino a respeito de qualquer coisa tomo partido.

Cobre-se do jornalista honestidade.

Não posso inventar nada. Não posso mentir. Não posso manipular fatos.

Mas posso errar – como qualquer um pode. E quando erro devo admitir o erro e me desculpar por ele.

Cobre-se do jornalista independência.

Não posso omitir informações ou subvertê-las para servir aos meus interesses ou a interesses alheios.

Se me limito a dar uma notícia devo ser objetivo. Cabe aos leitores tirarem suas próprias conclusões.

Se comento uma notícia ou analiso um fato, ofereço minhas próprias conclusões. Cabe aos leitores refletir a respeito, concordar, divergir ou se manter indiferente.

Jornalista é um incômodo. E é assim que deve ser. Se não for não é jornalista.”

ACRÉSCIMO CLAUDEMIRIANO: a única coisa que eu aditaria, além do fato de me irritar profundamente quando ouço colegas e especialmente veículos se dizendo imparciais, é que este site e seu editor praticam um jornalismo honesto. O que tem um grande significado, muito para além do que alguns chamariam de “isenção”. Não, nada de isento, que é primo-irmão da “imparcialidade”. Honestidade. Simples assim. E não é pouco, creia.

Portanto, se alguém afirmar que este (nem sempre) humilde repórter é parcial, não precisa nem tentar defendê-lo. Pode acreditar. É, mesmo. Mas com independência intelectual. E tem certeza que é profissionalmente honesto, assim se comportando e afirmando.

Ah, pra fechar: se alguém arrotar imparcialidade, descreia. Não é verdade!



4 comentários

  1. O Brando

    Obviamente só porque existe um texto escrito por Noblat Pai (o filho é abertamente de esquerda) as afirmações se tornam mais ou menos ‘verdade’. Idem para o adendo do editor. Discussões semânticas a parte, outro dia estava vendo um caipira americano na praia (a mídia por lá prega isolamento, confinamento, etc. foi mandada a m. , em muitos lugares liberou geral. vai passar de 100 mil óbitos). Caipira: Jesus é maior do que qualquer vírus, se ele quiser e for a minha hora eu vou. Tipo de situação que não se perde tempo argumentando.
    Existe uma sutileza no tópico. Uma coisa é o profissional não conseguir apresentar os fatos de forma isenta porque psicologicamente (até inconscientemente) não existe possibilidade de neutralidade. Outra é afirmar que não existe neutralidade e ‘ligar o dane-se’. Misturar opiniões com fatos, alinhar a narração dos fatos para justificar a própria opinião, carregar ‘nas tintas’, apresentar a noticia já com juízo de valor (é uma crise grave, é uma polemica), supressão de evidencias (o cherry picking), apresentar a própria opinião como se fosse a única atitude possível e correta (e fazer ‘cobranças’ das autoridades públicas), entrevistar ‘especialistas’ escolhidos a dedo (Rede Trouxa gosta muito de ‘especialistas em risco’, agora na pandemia entrevista muito uma enfermeira com doutorado em gestão de saúde que fala como se imunologista ou epidemiologista fosse), convidados alinhados com a própria linha politica, a lista é longa (me, se fala no aspecto comercial).

  2. O Brando

    Bueno, e o site? Dá espaço para comentários (poderia não dar). Cobre a politica local que, vamos combinar, é assunto árido e muitas vezes estéril. Tem uma penca de articulistas de esquerda (Cladistone foge do aspecto ideológico, preocupa-se mais com a própria publicidade; Riesgo idem, quando vai para a ideologia não aprofunda muito, nem se posiciona de forma muito polemica).
    Artigos da esquerda? Repetitivos, óbvios, da manchete já se depreende o que está escrito, pelo estilo já se nota quem escreve o próprio texto e quem ‘terceiriza’ para a assessoria. Alguns rendem boas risadas. Leitura é optativa, ler o que causa irritação é masoquismo. Ignorar resolve o problema, de uma maneira ou de outra.

  3. Rose

    Se não tiver mais articulista de direita a tendencia é morrer ou ser substituido por sites que nortearão melhor a politica local, já esta deixando a desejar, é muita esquerdalha que não manja muito da coisa e se acham os bam bam bam.

  4. Ignez Andrade

    Saudades das Pholhas D’Antanho… Republicanos pra lá, Monarquistas pra cá… até os Escravagistas tinham pasquins pra chamarem de seus… ops, #aind@ têm! rsrsrsrs

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