
Da Redação do Correio do Povo, com foto de GUSTAVO MANSUR (Divulgação/Palácio Piratini)
O governador Eduardo Leite apresentou, nesta quinta-feira, uma consulta realizada com entidades de ensino do Rio Grande do Sul sobre um possível retorno às aulas presenciais. O governo recebeu 759 respostas, entre entidades, conselhos, secretarias de educação e sindicatos, de 441 municípios gaúchos. As entidades votaram majoritariamente pela retomada inicial do nível do Ensino Superior, seguido pelo Ensino Médio e Técnico, e o Ensino Fundamental (anos finais 6ª ao 9º ano). Os anos iniciais (1º ao 5º ano) e a Educação Infantil ficaram por último na ordem da retomada. A pesquisa ainda mostrou que as entidades apostam que a Educação Infantil e o Ensino Fundamental podem ser ofertados em turno integral.
No entanto, Leite enfatizou que ainda não há uma definição sobre a retomada das aulas e que não há uma solução fácil no momento. “Estamos processando essas informações porque vão nos ajudar como lidar com as aulas. Não são decisões que teremos tomado sobre o tema. Recebemos as manifestações das entidades e é papel do governo se planejar e ouvir as pessoas que se relacionam com o tema”, disse durante uma transmissão ao vivo nas redes sociais.
As sugestões de medidas de prevenção contra o coronavírus mais citadas foram o distanciamento obrigatório entre os alunos nas salas, e a higienização pessoal e constante. Consta também a troca de calçados (ou a utilização de protetores) e de roupas, cabelos presos e a não utilização de adereços dentro das salas de aula.
A consulta às entidades ainda mostrou que, para um cenário de retomada, seria necessário a inclusão de doenças respiratórios e outras doenças crônicas na ficha dos alunos, presença de técnicos de enfermagem nas escolas, inclusão de profissionais de saúde mental nos protocolos, tratamento psicológico para os funcionários, entre outras exigências.
Segundo a pesquisa, para a retomada das atividades presenciais, o município teria autonomia para averiguar sua realidade e estabelecer um plano de ações para um retorno seguro. Além disso, a instituição poderia definir, dentro da sua realidade e do seu Plano de Contingência, quais turmas e níveis retornarão primeiro. As famílias que necessitam, poderiam mandar seus filhos para as escolas de educação infantil (sem obrigatoriedade/ número reduzido de alunos).
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