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SOLUÇÕES. Pandemia e educação. Questão para prefeituráveis: como agir com o ano letivo de 2021

Repetências e aprovações de estudantes estarão na pauta do novo prefeito

Por Maiquel Rosauro

As Taxas de Transição (percentual de alunos aprovados, reprovados, que abandonaram a escola ou que migraram para a EJA de um ano para o outro) dos alunos do Ensino Fundamental matriculados na rede pública de 2016 para 2017, indicavam que Santa Maria possuía índices de aprovação inferiores as médias nacionais e estaduais no Ensino Fundamental e, ainda, índices de repetências superiores as médias estaduais e nacionais.

O ano-letivo de 2020 foi impactado pela covid-19 e, ao que tudo indica, terá reflexos no primeiro ano da nova gestão municipal. Como os prefeituráveis pretendem lidar com a situação?

O site encaminhou o questionamento aos seis candidatos. Quatro responderam. Confira abaixo, em ordem alfabética:

Jorge Pozzobom (PSDB): Estamos trabalhando preventivamente durante a pandemia em ações que buscam mitigar as consequências da suspensão das aulas presenciais por meio de busca ativa dos estudantes, do Programa de Atendimento Especializado Municipal (PRAEM), da distribuição de merenda escolar e da formação de profissionais. Para 2021, projetamos ampliar os investimentos em apoio tecnológico às escolas, investir ainda mais nos profissionais e em infraestrutura e dar continuidade a programas e projetos em andamento, fortalecendo vínculos e parcerias em um trabalho colaborativo. Vamos desenvolver um programa específico e adequado aos estudantes em distorção idade/ano, com proposta pedagógica atrativa e apoiada na experiência da EJA Diurna, implementada em 2019 e que trouxe resultados muito positivos na trajetória escolar dos alunos.

Luciano Guerra (PT): Com a pandemia, será tarefa urgente organizar o ano letivo de 2021 assegurando que professores, servidores e alunos não estejam vulneráveis à Covid e outras moléstias ao atuarem nas escolas. Depois, elaboraremos um plano consistente para avançar nos indicadores educacionais, no combate à evasão, que aumentará com a pandemia, e nas taxas de transição. Temos excelentes educadores, que precisam de valorização permanente (criaremos mesa de diálogo sobre o Piso Nacional) e formação – inclusive para o ensino híbrido (presencial/remoto), que será necessário para recuperar as perdas do calendário 2020. Vamos qualificar a estrutura das escolas, viabilizar atividades no contraturno, discutir o turno integral, informatizar a rede, fortalecer alimentação escolar e tirar do papel as creches que a atual gestão não fez.

Marcelo Bisogno (PDT): Na realidade o ano letivo de 2020 foi muito impactado decisivamente e, certamente, isso terá muito reflexo nos próximos anos. O que pretendemos fazer para essa transição e o que estamos chamando de dar um choque na educação, isto é, chacoalhar todo mundo para entender que é através da educação que as pessoas criam oportunidades, se transformam, se modificam. Choque na educação no sentido de ter como prioridade política pública não só a questão de fazer escolas, melhorar a sala de aula, as condições de trabalho dos servidores, que são necessárias, mas, também, fazer com que todos se envolvam mais nesse processo educacional.  Envolvimento no processo educacional tem a médio e longo prazo um grande caminho. Vamos focar nosso trabalho muito na educação, exatamente por isso. A educação para nós é primordial.

Sergio Cechin (PP): Mesmo antes da pandemia, já era crescente o entendimento do quanto os fatores emocionais influenciam na aprendizagem. No retorno às atividades escolares, as consequências nesse campo precisam receber uma atenção especial. Isso significa que esses estudantes, assim como os professores, precisam ser reintegrados à rotina escolar sob um forte esforço multi-setorial e multidisciplinar, sendo necessário, também, o apoio da Saúde e do Desenvolvimento Social. A modalidade do Ensino Híbrido, o uso de plataformas pedagógicas digitais, projetos de atendimento psicológico às crianças e às famílias, projetos de recuperação da aprendizagem, de esportes e atividades artístico-culturais são ferramentas para esse fim e exigirão que os recursos públicos priorizem a Educação.

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