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EDUCAÇÃO. Professores da rede municipal aprovam paralisações progressivas a partir de 6 de agosto

Mais de 240 docentes participaram de assembleia da categoria nesta quinta

Mais de 240 docentes da rede municipal participaram da assembleia que decidiu pelas paralisações progressivas a partir de agosto

Por Rodrigo Ricordi / Da Assessoria de Comunicação do Sindicato dos Professores Municipais (Sinprosm)

Com grande adesão da categoria, o Sindicato dos Professores Municipais de Santa Maria (Sinprosm) realizou nesta quinta-feira (24) uma Assembleia Extraordinária no Clube Comercial. O encontro reuniu mais de 240 professores e professoras da rede municipal de ensino e marcou um importante momento de mobilização da categoria diante do cenário de descaso por parte da administração municipal.

A Assembleia seguiu uma pauta ampla e estratégica. Iniciou com informes sobre temas urgentes, como tentativas de golpe contra servidores, a realização do Seminário Formativo promovido pela SMED e o novo aplicativo do sindicato.

Em seguida, a coordenadora Marta Hammel apresentou relatos das plenárias regionais e abordou as reformas previdenciária e administrativa que tramitam sem diálogo com os trabalhadores. A coordenadora Juliana Moreira também fez uma explanação detalhada sobre a situação crítica da rede municipal de ensino, especialmente no que diz respeito à falta de profissionais nas escolas.

Durante a Assembleia, foi apresentado o resultado do levantamento realizado pelo Sinprosm ao longo da semana com 54 escolas da cidade. Os dados são alarmantes: 70% das escolas relataram não ter recebido qualquer visita da SMED para avaliação de suas necessidades; 57% não possuem agente administrativo.

Faltam atualmente:

• 14 professores regentes
• 85 professores de hora-atividade
• 126 estagiários
• 132 monitores
• 20 educadores especiais

Deliberação

Diante desse cenário, e após amplo debate com a categoria, a proposta aprovada foi a de paralisações semanais progressivas, com início no dia 6 de agosto, quarta-feira. A paralisação começará com um dia na primeira semana, e aumentará gradativamente caso não haja resposta efetiva da Prefeitura. A cada semana, mais um dia será incorporado ao movimento. Será agendada uma nova assembleia para a avaliação do andamento da negociação.

“A decisão pela paralisação progressiva mostra a maturidade e o compromisso da nossa categoria com a educação pública. Os professores estão dizendo com clareza que não aceitarão o abandono das escolas e a desvalorização do seu trabalho. Não estamos apenas reivindicando salários; estamos exigindo condições dignas para ensinar e para garantir o direito à aprendizagem de nossas crianças e jovens. O governo precisa entender que diálogo se faz com ações concretas, não com propaganda”, afirma a coordenadora de Comunicação e Formação Sindical do Sinprosm, Celma Pietczak.

A decisão da categoria reforça que a luta não é apenas por reajuste salarial – direito garantido por lei -, mas também por melhores condições de trabalho e respeito à educação pública. A ausência de diálogo e de iniciativas concretas por parte da Prefeitura levou os professores e professoras a adotarem medidas firmes.

O Sinprosm reforça que a mobilização é legítima, necessária e busca garantir uma educação de qualidade para todas e todos.

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