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DESPERDÍCIO. Mais de 600 cartas enviadas pelos vereadores foram devolvidas ao Legislativo em 2020

Parlamentares mandaram cartas só até abril e gastaram mais de R$ 9,5 mil

Entre maio e dezembro do ano passado, Resolução Legislativa determinou que vereadores enviassem apenas cartas em caso de urgência justificada. Resultado: nenhuma correspondência foi emitida nesse período (Foto Câmara de Vereadores/Divulgação)

Por Maiquel Rosauro

Se tem algo positivo na pandemia é o fato de ter freado o gasto de dinheiro público dos vereadores de Santa Maria com selos. O desperdício fica evidente quanto se analisam as centenas de missivas que não encontraram destinatário.

Em meados de abril, a Resolução Legislativa 7/2020 (7/2020), suspendeu o envio de correspondências nos gabinetes e setores administrativos, ressalvados os casos de urgência justificada. Até então, cada gabinete possuía direito a uma cota anual de 2 mil selos para postagem simples (AQUI).   

De acordo com dados da Câmara de Vereadores, obtidos via Lei de Acesso à Informação, os parlamentares enviaram 3.926 cartas em 2020, com custo total de R$ 9.544,20. Em comparação, durante todo o ano de 2019, foram gastos em selos R$ 29.738,37 (valor reajustado pela inflação do período) no envio de 14,5 mil cartas (AQUI).

O vereador que mais enviou cartas foi Ovidio Mayer (PTB), com um total de 1.100 unidades e gasto total com selos de R$ 2.255,00.

Também enviaram cartas, entre janeiro e abril de 2020: Manoel Badke – Maneco (DEM), 612 unidades; Adelar Vargas – Bolinha (MBD), 577; Jorge Trindade – Jorjão (PDT), 569; Leopoldo Ochulaki – Alemão do Gás (MDB), 353; Vanderlei Araujo (PP), 352; Valdir Oliveira (PT), 157; Celita da Silva (PT), 98; Luci Duartes – Tia da Moto (PDT), 77; Alexandre Vargas (Republicanos), 23; João Chaves (PSDB), 6; Deili Silva (PSD), 2.

Entre maio e dezembro de 2020, nenhum vereador emitiu cartas. Porém, o efeito contrário aconteceu. Durante todo o ano passado, 640 correspondências enviadas por vereadores retornaram ao Legislativo de Santa Maria. A maior parte chegou em janeiro, 272, e, em fevereiro, 123.

Não é possível comparar com 2019, uma vez que a gestão da então presidente Cida Brizola (PP) não realizou o controle das missivas que retornavam ao Parlamento.

Alemão do Gás foi quem mais teve cartas devolvidas, 177, sendo que 96 retornaram para o seu gabinete em janeiro. O motivo é simples: em dezembro de 2019, o vereador enviou 933 cartas.

Na tabela abaixo, confira os vereadores com registro de correspondências devolvidas em 2020:

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