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EDUCAÇÃO. Eleição no Sinprosm é de novo adiada

Assembleia também definiu ações em oposição à volta de aulas presenciais

Na assembleia, outra informação: já há 600 assinaturas de docentes contra aulas presenciais antes da vacinação (foto Reprodução)

Da Assessoria de Imprensa do Sinprosm / Por Paulo André Dutra

Os professores municipais de Santa Maria, reunidos em assembleia virtual na tarde desta quarta-feira (24), decidiram adiar a eleição no Sindicato dos Professores Municipais de Santa Maria por três meses. Com participação simultânea máxima de 206 pessoas, o encontro teve duração de três horas.

Para a pauta do processo eleitoral, duas proposições foram apresentadas. A coordenação sugeriu a realização de nova assembleia na próxima semana, para formação da comissão que daria início ao processo eleitoral. A tese vitoriosa, apresentada por membros da assembleia, estende o mandato até 1º de setembro de 2021. Com isso, considerando os prazos previstos no regime eleitoral da entidade, o processo deverá ser aberto no mês de maio.

INSTRUÇÕES NORMATIVAS

A assessoria jurídica da entidade, por meio do advogado Héverton Padilha, fez uma análise das instruções normativas publicadas durante o dia pela Secretaria Municipal de Educação, para reger questões funcionais e o início do ano letivo no modelo híbrido. Os apontamentos foram encaminhados à SMED.

MOBILIZAÇÃO

A classe traçou estratégias para opor-se à realização de atividades presenciais nas escolas. Um abaixo-assinado iniciado na sexta-feira (19), organizado pelo Sinprosm e Coletivo Educadores em Movimento, já tem a participação de cerca de 600 professores e será ampliado para a comunidade escolar. Outras ações focam na divulgação do risco do retorno às escolas.

Para a categoria, não é apenas uma questão da educação, já que há uma piora progressiva no número de mortes, ocupações de leitos e contaminações, com pessoas cada vez mais jovens afetadas pelo Covid-19. “A escola e o professor não podem transformar-se em impulsionadores dessa pandemia que não acaba nunca. Os professores estão unidos para lutar pelo retorno presencial apenas quando houver vacinação em massa da comunidade”, resume a coordenadora de Comunicação Celma Pietczak, que conduziu a assembleia com a coordenadora de Finanças, Juliana Moreira.

Uma carreta com buzinaço neste sábado (27), às 17 horas, irá reivindicar a vacinação dos profissionais da educação. A concentração será às 16 horas em frente à Basílica da Medianeira. Além do Sinprosm, o 2º Núcleo do CPERS e o DCE da UFSM participam do movimento.

LEGISLATIVO

A professora Martha Najar, coordenadora de Organização e Patrimônio do Sinprosm, representou a entidade na sessão da Câmara de Vereadores nesta terça-feira (23), ao lado do professor Rafael Torres, diretor do 2º Núcleo do CPERS, quando se discutiu o projeto de lei que pretende tornar a educação um serviço essencial. A posição de ambas as entidades é de que a iniciativa usa um argumento aparentemente positivo para retirar direitos dos educadores. Martha fez um relato da dificuldade de diálogo com alguns pais presentes à sessão, quando ouviu, entre outras coisas, que “professores têm que ser entubados sem anestesia”.

“É lamentável que pessoas presumivelmente esclarecidas usem esse tipo de discurso para referir-se aos profissionais que levam educação aos seus filhos, seja na rede pública ou privada. Nosso nível de debate não é esse”, reforça Martha Najar.

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Um Comentário

  1. Lamentável! As pessoas têm filhos e querem socar nas escolas a qualquer custo. Alfabetização e conhecimento são diferentes de creches e educação parental. Obrigar escolas a abrir porque não tem com quem deixar os filhos significa repensar porquê te-los. Atacar professores é barbárie. Santa Maria na vanguarda do atraso. Sempre.

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