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COMPORTAMENTO. Vida saudável e alimentação balanceada são a saída nesses tempos tão difíceis

Confira aqui dicas sobre alimentos e práticas em benefício da saúde

Se há algo consensual, é isso: a caminhada é uma ótima opção de exercício físico (foto Pixabay/Reprodução)

Por Lilian Streb / Acadêmica de Jornalismo da Universidade Franciscana (*)

Com o agravamento da pandemia e a relação que o vírus tem com o sistema imune do corpo, é importante dar atenção a alimentos saudáveis e hábitos que ajudam a manter a saúde em dia. Por isso vale lembrar que alimentos industrializados e açúcar em excesso devem ser evitados, priorizando os alimentos naturais e saudáveis nas refeições.

Algumas recomendações podem auxiliar na busca por uma vida mais equilibrada, ajudando assim a evitar doenças crônicas e infecções até mesmo pela Covid-19. Uma dica é seguir orientações nutricionais sobre alimentos, receitas, hábitos saudáveis e substituições para incluir na rotina e  assim desenvolver um bom sistema imune.

Segundo o Laboratório de Avaliação Nutricional (Lanutri), considerando o momento atual da pandemia, a recomendação nutricional para toda a população é que a dieta alimentar seja equilibrada, rica em vegetais e frutas, pois essa ingestão de nutrientes atua como suporte à função imunológica. É necessário investir em proteínas, carboidratos de boa qualidade e com moderação e gorduras boas para manter o peso de forma saudável e sem fazer restrições alimentares nesse momento.

Segundo a nutricionista Lara Milani Barcellos, 25 anos, os carboidratos são importantes nutrientes para que o corpo tenha energia, mas a melhor versão são os complexos/integrais. Esses carboidratos possuem mais fibras, como a aveia, batata doce, pão integral, frutas com casca e quinoa, por exemplo.

Já o açúcar é um carboidrato simples que não agrega para a saúde e que, se consumido em excesso, ainda pode contribuir para o desenvolvimento de doenças como diabetes e obesidade. Alimentos ultraprocessados como macarrão instantâneo, salgadinho, bolachas e embutidos, por exemplo, são pobres e compostos por aditivos químicos, além de possuírem alto teor de sal, açúcar, óleo e gordura.

Para evitar o consumo desses alimentos, a nutricionista recomenda a troca por opções mais nutritivas, mesmo que a rotina seja corrida. “Organização e planejamento são a grande chave para quem não tem tempo no dia a dia. Uma dica que meus pacientes dão feedback positivo é separar um ou dois dias para preparar e congelar as refeições da semana, assim evita de recorrer para um lanche, pois a refeição já está pronta, é só descongelar”, recomenda Lara.

O consumo diário ideal é de três porções de frutas diferentes, três porções de legumes e três de verduras, mas a necessidade de nutrientes varia de acordo com sexo e faixa etária. A defesa do organismo está diretamente relacionada com a alimentação, e para que a imunidade esteja forte, segundo a nutricionista, é necessário ter uma alimentação equilibrada e colorida, rica em ômega 3, vitaminas e minerais que garantem o bom funcionamento das células de defesa do organismo.

Lara Milani Barcelos: “organização e planejamento são a grande chave para quem não tem tempo no dia a dia” (foto Arquivo Pessoal)

O consumo de bebidas naturais, se feito sem adição de açúcar, também pode auxiliar a reforçar a saúde. “Para quem gosta, o consumo de chás, shots e sucos pode ser positivo para a nutrição e defesa do corpo. Nenhum deles é milagroso e apenas são positivos quando aliados a uma alimentação saudável. Alguns exemplos são o chá de alecrim, anis estrelado, hortelã, gengibre, camomila, erva-doce, hibisco, canela, entre outros”, complementa Lara.

No entanto, não é só a alimentação que auxilia o bom funcionamento do corpo humano, mas também bons hábitos relacionados a exercícios físicos. A nutricionista Lara ressalta que para uma boa saúde e uma boa imunidade, algumas das recomendações são uma alimentação adequada e noites bem dormidas, pois durante o sono são produzidos e liberados hormônios que nos afetam ao longo do dia e quando o sono é interrompido, esse processo não acontece adequadamente refletindo em ansiedade.

“A prática de exercícios físicos também é um hábito que reforça a garantia de uma boa saúde, além de ser muito importante para a qualidade de vida”, complementa.

Praticar exercícios físicos e evitar o sedentarismo é uma recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS), pois é uma alternativa para melhorar a saúde, prevenir doenças, reforçar o sistema imune e melhorar o funcionamento do corpo e organismo.

Segundo a educadora física Kélen Munhos Pinto, 28 anos, o sedentarismo é o principal causador de doenças, principalmente a obesidade. “Na média geral, segundo os dados da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), em 2019, 29,5% das mulheres tinham obesidade – praticamente uma em cada três – contra 21,8% dos homens. O sobrepeso, por sua vez, foi encontrado em 62,6% delas e em 57,5% deles”, revela.

A educadora física ainda complementa: “E sabendo que a obesidade está relacionada com as doenças metabólicas, o que acontece é um efeito cascata, uma doença vai derivando a outra”.

Kélen Munhos Pinto: “O sedentarismo é o principal causador de doenças, principalmente a obesidade” (foto Arquivo Pessoal)

Os exercícios físicos estão relacionados diretamente com a saúde do corpo e, portanto, têm relação com a imunidade também. Não incluir esse hábito na rotina pode acarretar problemas a curto prazo como a perda de massa muscular, ganho de peso, falta de ânimo, estresse, entre outros. E a longo prazo pode resultar em obesidade, dores nos ossos, doenças cardiorrespiratórias e depressão.

A educadora física explica que se exercitar pode ter relação até mesmo com a Covid-19. “As práticas físicas servem como protetoras contra o virus, por aumentar a imunidade e pelo fato da obesidade estar relacionada com o agravamento dos casos quando a pessoa é infectada pelo vírus. Já as pessoas em boa forma, com bons hábitos alimentares, tendem a responder melhor, reagindo de forma positiva à doença”, explica. Além desse fator, pessoas obesas também possuem maior probabilidade de desenvolverem diabetes, problemas no coração e nos rins.

A recomendação dada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) é de que a prática de atividade física leve ou moderada seja de no mínimo 150 minutos por semana, ou seja, 20 minutos por dia. Atualmente esse número aumentou para 300 minutos por semana, como forma de aumentar a imunidade em função da Covid-19.

No entanto, para que a prática aconteça de forma correta e saudável, é importante que todo exercício físico seja prescrito e/ou acompanhado por um profissional. Afinal, cada pessoa tem suas particularidades e isso precisa ser levado em conta na hora de determinar quais os exercícios físicos que serão feitos, a intensidade, a frequência, entre outras questões que precisam ser levadas em consideração e avaliadas por um profissional.

(*) As duas ilustrações que acompanham este texto são de Emanuelle Shaiane da Rosa

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