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ELEIÇÕES 2022. Emedebistas ampliam articulação por chapa com tucanos. Podemos também na lida

Sábado, MDB faz Congresso e já imagina possível aliança com PSDB de Leite

Alceu Moreira, Gabriel Souza e Artur Lemos (PSDB) (ao centro) na Assembleia, quarta-feira (foto Divulgação/ALRS): negociação?

Reproduzido do Site do Correio do Povo / Texto assinado por Flavia Bemfica

O MDB gaúcho vai investir pesado na composição de uma chapa majoritária na eleição regional, na qual detenha a vaga do candidato a governador e mantenha a aliança com o PSDB. Internamente, o partido já se organiza para ficar também com a vaga do Senado, reservada para o ex-governador José Ivo Sartori. De público, contudo, as lideranças emedebistas informam que não há ainda acordos feitos e que a vaga do Senado estará colocada na mesa de negociações das alianças.

Nesta quarta-feira, o presidente estadual do MDB, deputado federal Alceu Moreira, reforçou sua “certeza” no encaminhamento de uma coligação dos dois partidos na eleição do próximo ano no RS, e disse que, tão logo o MDB defina seu candidato, o que deve ocorrer até fevereiro, atrairá também outras siglas. A legenda está confiante de que, mesmo que siga ostentando níveis elevados de intenções de voto, o governador Eduardo Leite (PSDB) vai manter a palavra e não disputará a reeleição, optando por tentar fazer um sucessor.

“Não trabalhamos com a hipótese de irmos sozinhos. Temos duas convicções. A primeira, de que teremos candidato ao governo, isso não será negociado. Se oportunizado fosse, a possibilidade de ter o Sartori candidato ao Senado também é tudo o que o partido quer. Mas vamos discutir com os aliados. A segunda convicção é a da importância de manter este grupo de centro unido. É o mesmo ciclo de governança. Se o MDB e o PSDB estiverem juntos, certamente temos condições de fazer uma coalizão muito mais robusta, e com muito mais possibilidade de vitória.”

Na terça, antes da votação do projeto do teto de gastos, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Gabriel Souza (MDB), havia assinalado a importância de o partido buscar aliados com os quais possua um grau significativo de convergências. E, também, destacado a semelhança das políticas implementadas nos governos Sartori e Leite. A ‘unidade’ entre as duas administrações é um dos principais argumentos utilizados pelos emedebistas que defendem a aliança com o PSDB como prioridade nas articulações para 2022. “Não há um acordo feito, mas sim uma lógica muito similar dos governos Sartori e Leite, e ela pressupõe que existem partidos que compuseram as duas administrações e possuem afinidades. Nosso entendimento é o de que não dá para misturar camelo com girafa”, compara Gabriel.

Além do calendário, movimentos de outras siglas precipitam articulações

As declarações de Alceu Moreira e de Gabriel Souza ocorrem em uma semana importante para o MDB gaúcho, que tem reunião do diretório estadual nesta quinta-feira e congresso no sábado. O partido convocou reunião dos 71 membros do diretório para a noite desta quinta, de forma a deliberar sobre a data, o regulamento e o colégio eleitoral da prévia que deverá escolher seu candidato ao governo do Estado em 2022. Alceu e Gabriel são hoje os dois postulantes com maiores chances de conseguir a indicação do partido para disputar o Piratini…

…Além das próprias articulações, contudo, ajudam a agitar as negociações do MDB o movimento de outras siglas, entre elas parte do próprio PSDB e, ainda, o Podemos. Este último vem fazendo acenos explícitos a Leite no sentido de integrar uma aliança que tenha como candidato ao governo o vice-governador Ranolfo Vieira Júnior (egresso do PTB, ele assinou filiação no PSDB no fim de setembro) e garanta apoio à reeleição de Lasier Martins (Podemos) ao Senado. Internamente, os emedebistas minimizam as chances de Ranolfo emplacar a candidatura, e não escondem sua preferência por uma composição com o PSDB que tenha, na vaga de candidata a vice-governadora na chapa encabeçada pelo MDB, a prefeita de Novo Hamburgo, Fátima Daudt.

Em 2018, o MDB e o PSDB tiveram uma disputa dura no segundo turno da eleição para o governo, e Leite acabou derrotando Sartori em sua tentativa de reeleição. Hoje, porém, o MDB é um dos principais partidos da base aliada do governo na Assembleia Legislativa e detém, além de secretarias, um número considerável de indicações nos escalões inferiores. 

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