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Patrimônios Históricos: cultura e preservação da história são obrigações do gestor – por Paulinho Salerno

Não é de hoje que ouvimos que para visitar belos lugares, conhecer histórias ricas sobre lugares, ver catedrais, museus, bibliotecas, prédios e edifícios históricos, é preciso sair do Brasil e ir à Europa, por exemplo. A história de nosso país é rica em diversos aspectos: de paisagens naturais e centros históricos.

Felizmente, muitos deles seguem sendo bem conservados pelas cidades brasileiras, em especial aquelas que recebem maiores concentrações de turistas, tanto de fora, como brasileiros de outras regiões. O mais fascinante é que a cultura brasileira é diversa o suficiente para que o dia a dia do cidadão que mora no nordeste seja completamente diferente do sulista.

Muitas vezes a origem dos patrimônios históricos se confunde com a cultura local e com a própria história da cidade. Temos belos exemplos disso de norte a sul. Mas o Brasil ainda possui lugares que, por um motivo ou outro, ainda não são valorizados como deveriam, pois não se cria uma cultura de que se trata de algo com valor inestimável frente à sociedade.

Semelhante a tantos outros lugares Brasil afora, Restinga Sêca também possui locais que contam a história de nossa gente. Escrevi há poucos dias a respeito de nosso recinto ferroviário. A Estação Férrea hoje é ocupada pela comunidade, através de nossos eventos, exposições, briques e pelo dia a dia, através das consultas aos MEIs, realizadas pela Estação do Empreendedor. Ocupamos este espaço e buscamos fazer o mesmo com outros locais.

Há pouco menos de dois meses, realizamos a assinatura que deu a largada para a reforma de outro importante espaço público, que é nossa Antiga Prefeitura, o Prédio Miguel de Patta. E nesta semana, as obras começaram.

Nossa futura Casa de Cultura será mais um ganho para a população em termos culturais. Um espaço para ser admirado e principalmente frequentado por restinguenses e por turistas, pois trabalhamos incessantemente, junto à Universidade Federal de Santa Maria, para que nossa região, a Quarta Colônia, seja reconhecida como um geoparque.

Nossa história, enquanto município e enquanto região, é muito rica para ficar apenas nos livros, nos registros jornalísticos e em poucos recortes de mídia. Não há nada como vivenciar a cultura e conhecer a história em espaços públicos preservados.

Esse cuidado com aquilo que de mais rico nossas cidades possuem deve ser uma das obrigações das gestões à frente dos municípios, contando com o entendimento e o apoio da comunidade para que o patrimônio se perpetue. Contar a história de nossa casa de uma forma palpável ou pelo menos mais visível ajuda a construir um imaginário muito mais próximo do que aquilo que a escrita pode nos proporcionar.

(*) Paulinho Salerno é prefeito municipal de Restinga Sêca e presidente da Câmara Temática de Inovação da Famurs. Ele escreve no site às quintas-feiras.

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