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A universidade que prefere a militância do que a realidade – por Giuseppe Riesgo

O articulista e a nota do Conselho Universitário da UFSM sobre operação no RJ

A Universidade Federal de Santa Maria, onde me formei e pela qual tenho respeito, decidiu emitir uma moção de repúdio à operação policial no Rio de Janeiro. Nenhuma palavra sobre os inocentes assassinados por traficantes. Nenhum lamento pelas famílias reféns do medo. Nenhum reconhecimento de que há comunidades inteiras dominadas por criminosos armados.

Mais uma vez, a esquerda traveste a defesa do crime de “repúdio à violência”.

É lamentável ver o ambiente universitário, que deveria ser espaço da razão, da busca pela verdade e da defesa do bem comum, ser tomado por uma visão ideológica que inverte completamente os valores da sociedade. Quando a universidade se coloca contra quem cumpre a lei, ela se distancia da realidade do brasileiro comum, que só quer viver em paz.

Quem fala de segurança pública do conforto do asfalto climatizado não entende o que é acordar com o som de tiros, perder familiares e viver com medo.

O policial que arrisca a vida para proteger milhões de brasileiros não é o inimigo. O inimigo é o crime organizado, que destrói vidas, alicia jovens e impõe o terror.

Uma universidade pública, mantida com o dinheiro de todos, deveria compreender isso. Deveria defender o Estado de Direito e não atacar quem o faz valer.

Quando uma instituição de ensino superior escolhe o lado do relativismo moral, trai sua missão mais nobre: servir à verdade, não à ideologia.

O verdadeiro repúdio que o Brasil precisa é à covardia e à distorção que transformam criminosos em vítimas e a lei em opressão.

No fim, quem paga o preço por essa inversão não é o professor militante nem o ativista de gabinete.

É o cidadão de bem, que sai cedo, paga imposto e só quer voltar pra casa em segurança – num país onde o certo ainda seja certo e o errado ainda seja errado.

(*) Giuseppe Riesgo é ex-deputado estadual pelo partido Novo. Ele escreve no site às quintas-feiras.

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9 Comentários

  1. O sujeito milita nos cargos públicos que exerce, milita na igreja, milita em páginas de jornais, milita nas redes sociais, milita em todos os espaços por onde passa (destilando em todos a sua ideologia conservadora e ultrapassada), mas aí uma instituição de ensino que reúne intelectuais e cientistas de várias áreas emite uma opinião abalizada sobre um assunto importante e o sujeito diz: Opa! Não pode militância! Vá entender…

  2. Resumo da opera II. Assunto da segurança publica vai aparecer nas eleições. Dia 20 de outubro talvez alguem afirmasse isto, mas sem muita convicção, apareceria de modo generico. Faltam 11 meses e ainda tem muita coisa para acontecer. Outros assuntos podem surgir. Cortinas de fumaça podem aparecer.

  3. Existem as peculiaridades tupiniquins também. Proliferação de cursos walita de medicina. Pessoal do partido do governo de plantão acha ‘que medicos(as) ganham demais’. Do outro lado muita gente querendo ganhar dinheiro com cursos de mensalidades caras. Juntam a fome com a vontade de comer. Agravantes. Vermelhos acham que qualquer um pode cursar medicina, não existem requisitos especificos (capacidade academica, habilidades socioemocionais, etc.). É uma visão burocratica.

  4. ‘Uma universidade pública, mantida com o dinheiro de todos, deveria compreender isso.’ É um problema que se resolve por si mesmo. Com ajuda da curva demografica e da inteligencia artificial. Na Ianquelandia e no Reino Unido as instituições famosas estão caindo nos rankings e os egressos já não tem a facilidade de conseguir emprego que tinham antes. Mercado de trabalho está se valendo de pessoal formado onde a ideologia ainda não tomou conta. Ou, como no Brasil, estão criando as suas proprias faculdades.

  5. Não é só la. CPERS com faixa de ‘não a meritocracia de Dudu, Raquel e Gnomo’. Envolvimento eleitoral. Querem substituir o mérito pela ‘adesão a causa’ e pelo puxa-saquismo.

  6. Não precisa ir longe. Claudemir com P. noticiou a semana academica das relações internacionais da UFSM. Unica informação é o tema, ‘o mundo em múltiplas vozes’. Multilateralismo ratorouquista. A programação não se encontra nem no site da universidade e nem com Google.

  7. Nota do Conselho Universitario é totalmente irrelevante. Mostra algo que todos já sabem, o aparelhamento das universidades pelos vermelhos.

  8. Ponto de destaque da semana foi uma pesquisa eleitoral. Entrelinhas. Vermelhos vão ‘poupar’ Dudu Milk na campanha vindoura porque acham que ele tira votos de Van Hatttem.

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