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Caça aos grevistas. Governo manda servidores às escolas para saber quem não está trabalhando

O fato é que não são poucos os diretores de Escola que se recusaram a enviar o ponto dos professores estaduais em greve. É a dedução – que me parece óbvia – que faço das determinações anunciadas neste domingo pela secretária de Educação, Mariza Abreu (foto). Funcionários das Coordenadorias Regionais irão às escola que não têm aula, para aferir diretamente quem está ou não trabalhando.

 

Isso tem um nome que, como democrata que sou, não ouso afirmar – e olha que nem estou entrando no mérito. Os detalhes das ordens do Governo do Estado, a partir da Secretária, você pode conferir no material distribuído pela assessoria de imprensa do Palácio Piratini. A foto é de Itamar Aguiar. A seguir.

 

“Educação visitará escolas em greve parcial para assegurar pagamento integral de não-grevistas

 

A secretária estadual da Educação, Mariza Abreu, informou que, nesta segunda-feira (24), algumas escolas estaduais em greve parcial, receberão a visita de servidores das Coordenadorias Regionais de Educação (CREs) para fazer o levantamento dos registros dos professores que estão trabalhando (e não aderiram ao movimento de greve), a fim de que não sejam prejudicados com o corte de ponto e recebam o salário integralmente. O anúncio foi feito em entrevista coletiva neste domingo (23), na Secretaria Estadual da Educação, da qual participou o diretor do Departamento de Despesa Pública Estadual da Secretaria da Fazenda, José Alfredo Parode.

 

Segundo a secretária, alguns diretores de escolas estaduais não informaram quem são os professores e servidores que não aderiram à greve e, por isso, foi necessária preparar a visita às escolas para evitar que esses profissionais sejam prejudicados.


“Nosso intento é trabalhar na secretaria tudo o que for necessário para organizar esses dados, pois queremos ser justos com o pagamento daqueles profissionais que não aderiram à greve e estão trabalhando normalmente”, disse Mariza Abreu.

 

A folha de pagamento do magistério será paga nesta semana, em conjunto com a do funcionalismo estadual. Para os profissionais que atuam nas escolas em greve parcial e que os diretores não forneceram a lista solicitada pela Educação, o pagamento será feito por 16 dias de trabalho no mês de novembro. Com as informações que serão apuradas amanhã pelas CREs, nova folha de pagamento suplementar é a solução para efetuar o pagamento dos servidores que não estão em greve ou que fizeram greve por alguns dias e já retornaram ao trabalho. O pagamento dessa diferença deve ser feito até o dia 5 de dezembro. A secretária frisou que não haverá atraso no pagamento do magistério. “Estamos fazendo esse levantamento para não atrasar a folha do magistério e não proteger os grevistas, como era a vontade de alguns dos diretores dessas escolas”, informou.

 

Funcionários das secretarias da Educação e da Fazenda e da Procergs trabalharam durante todo o final de semana para organizar as listas de professores e servidores que não aderiram à greve ou que já retornaram ao trabalho. Até o final desta segunda-feira, a SEC deverá concluir esse levantamento para que a Secretaria da Fazenda providencie a produção da folha de pagamento suplementar.

 

De acordo com Mariza Abreu, para o governo do Estado, em primeiro lugar, deve ser assegurado o direito à educação aos alunos. Em segundo lugar, tanto deve ser assegurado o direto de greve quanto deve ser garantido o direito de não participar da greve. E os diretores de escola não podem confundir seu direito pessoal de aderir à greve com sua responsabilidade de gestor, a qual implica o de informar à Administração Pública sobre professores e servidores que estão trabalhando normalmente a fim de que lhes seja assegurado o pagamento integral pelos dias trabalhados no mês de novembro.

 

SUGESTÃO DE LEITURA – confira aqui, se desejar, também outras reportagens produzidas e distribuídas pela assessoria de imprensa do Palácio Piratini.

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