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Condessa de LaFayette – por Elen Biguelini

Marie Madeleine Pioche de La Vergne foi batizada em 18 de março de 1634 na Igreja de Saint Sulpice em Paris, foi filha de Marc Pioche de La Vergne, que foi Marechal e Governador de Havre e de sua esposa Marie de Pena que era filha de um médico do Rei Sol, Louis XIV. A família fazia parte do entourage do cardinal Richelieu.

Após o falecimento de seu pai, sua mãe se casou com Renaud-René de Sévigné, tio do marido da famosa Madame de Sevigné. Foi assim que as duas grandes salonnières se conheceram e se tornaram amigas. Foi também quando sua educação primorosa se iniciou, nas mãos de Gilles de Mènage (1613-1692), que foi gramático, historiador e escritor francês.

Mas sua educação primorosa não se limitou ao língua materna e ao latim, mas também ao hebraico e ao italiano. Seu mestre Mènage teria sido apaixonado pela jovem por toda sua vida e teria a apresentado aos grandes salões literários do período, como o de Cahterine de Rambouillet, da Marquesa de Plessis-Bellière e da famosa Madame de Scudéry.

Casou em 1655 com François Motier, conde de La Fayette (-1683). Já fazia parte da vida cultural parisiense antes de seu casamento, mas a união a elevou à corte e à criação de seu próprio salão em sua casa na Rue de Vaugirard, em Paris. Neste local se reunia a verdadeira elite das letras, como La Rochefoucauld (1613-1680), Jean de La Fontaine (1621-1695), Segrais (1624-1701), seu mestre Mènage (1613-1692), o cardeal de Retz (1614-1679) e a sua amiga e também salonnière Marquesa de Sevigné. Também foi Dama de honra de Henriette d’Angleterre, (1644-1670), a Durquesa de Orléans.

Ficou viúva em 1683 o que diminiu sua vida social e faleceu 10 anos depois, em 25 de maio de 1693, também em Paris.

Era uma das preciosas, sendo conhecida como Feliciana.

Apesar do vasto conhecimento, protegia-se da sociedade escondendo parte de sua sabedoria, o que era uma praxe muito utilizada por mulheres que sofreram o desgosto pela sociedade devido a suas habilidades intelectuais.
Escreveu romances que foram, inclusive, traduzidos por mulheres portuguesas durante o século XIX, visto que o tema moral de suas obras permitia que fossem obras aceitas para o público feminino portugues oitocentista.

Œuvres Completes de la Madame de La Fayette via Gallica. Tomo I: https://gallica.bnf.fr/ark:/12148/bpt6k63606405?rk=21459;2
Œuvres Completes de la Madame de La Fayette via Gallica. Tomo II: https://gallica.bnf.fr/ark:/12148/bpt6k6410436f?rk=42918;4
Œuvres Completes de la Madame de La Fayette via Gallica. Tomo III:
https://gallica.bnf.fr/ark:/12148/bpt6k63353559?rk=64378;0
Œuvres Completes de la Madame de La Fayette via Gallica. Tomo IV: https://gallica.bnf.fr/ark:/12148/bpt6k63692373?rk=85837;2
Œuvres Completes de la Madame de La Fayette via Gallica. Tomo V: https://gallica.bnf.fr/ark:/12148/bpt6k64243445?rk=107296;4
“La Princesse de Montpensier”, 1662. Acesso via Gallica: https://gallica.bnf.fr/ark:/12148/bpt6k6227421z?rk=21459;2
“Zaïde, histoire espagnole”, 1671. Acesso via Gallica.
Tomo I: https://gallica.bnf.fr/ark:/12148/bpt6k6207989q?rk=21459;2
Tomo II: https://gallica.bnf.fr/ark:/12148/bpt6k62079978?rk=42918;4
“La Princesse de Clèves”, 1678. Acesso via Gallica: https://gallica.bnf.fr/ark:/12148/bpt6k9773540m?rk=128756;0
“Histoire de madame Henriette d’Angletterre, première Femme de Philippe de France, Duc d’Orléans”, 1720. Acesso via Gallica: https://gallica.bnf.fr/ark:/12148/bpt6k9618400d?rk=42918;4

Referências:
Leitão Bandeira, Lourdes. “Salões culturais abertos por figuras femininas: O salão ‘Univeristas Gratie’”. Lisboa: Carvalho e Simões Lda, 2006. p. 84-86.
“Madame de La Fayette”. Portal da Literatura. Acesso via: https://www.portaldaliteratura.com/autores.php?autor=1773
Pagina sobre a condessa na wikipedia francesa. Acesso via: https://fr.wikipedia.org/wiki/Madame_de_La_Fayette
Página sobre a Madame de La Fayette na Enciclopédia Britannica. Acesso via : https://www-britannica-com.translate.goog/biography/Marie-Madeleine-Pioche-de-la-Vergne-comtesse-de-La-Fayette
Página sobre Madame de La Fayette na Encyclopedia. Acesso via: https://www-encyclopedia-com.translate.goog/women/encyclopedias-almanacs-transcripts-and-maps/la-fayette-marie-madeleine-de-1634-1693?_x_tr_sl=en&_x_tr_tl=pt&_x_tr_hl=pt&_x_tr_pto=tc

(*) Elen Biguelini é doutora em História (Universidade de Coimbra, 2017) e Mestre em Estudos Feministas (Universidade de Coimbra, 2012), tendo como foco a pesquisa na história das mulheres e da autoria feminina durante o século XIX. Ela escreve semanalmente aos domingos, no Site.

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