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A liberdade sempre em primeiro lugar – por Giuseppe Riesgo

“Liberdade conquistada no passado custou caro e não pode ser relativizada”

No último dia 20 de agosto, o advogado Ricardo Jobim, ex-candidato ao governo do Estado pelo Partido Novo, publicou no Diário de Santa Maria um artigo que merece ser lido e relido por todos aqueles que se preocupam com a democracia brasileira. Jobim, santa-mariense como eu, utilizou a obra de Chico Buarque para refletir sobre a liberdade, a censura e os perigos do abuso de poder. Mostrou que, ainda hoje, letras escritas no período da ditadura militar continuam atuais porque os riscos à liberdade não desaparecem, apenas mudam de forma.

Sua análise é certeira. Como ele bem destacou, precisamos estar atentos para que o Estado de Direito não seja distorcido por conveniências políticas. A lei deve estar acima de todos, inclusive daqueles que têm a responsabilidade de julgá-la e aplicá-la. Quando princípios cedem lugar a paixões momentâneas, abre-se espaço para a volta daquilo que mais combatemos: a opressão e o autoritarismo.

Esse alerta é, ao mesmo tempo, um lembrete do que o Novo defende para o Rio Grande do Sul e para o Brasil. Queremos instituições fortes, que respeitem seus limites. Queremos um Judiciário independente, mas jamais acima da lei. Queremos um Estado que seja pequeno na sua intervenção, mas gigante na garantia de direitos individuais.

Jobim foi feliz ao lembrar que a liberdade conquistada no passado custou caro e não pode ser relativizada. Esse é o compromisso que une todos nós do Novo: manter a vigilância permanente contra abusos e garantir que nenhum poder se sobreponha ao cidadão, em Santa Maria, no Rio Grande do Sul e em todo o Brasil, a tarefa é a mesma: preservar a democracia real, aquela que não se resume a discursos bonitos, mas que se traduz no respeito às regras do jogo, na defesa do pluralismo e na garantia de que todos tenham voz.

A contribuição do Ricardo Jobim é valiosa e fortalece o debate público. Eu me somo a ela e reafirmo: o que diferencia o Novo é justamente esse compromisso inegociável com a liberdade, a responsabilidade e o respeito às instituições.

(*) Giuseppe Riesgo é secretário de Parcerias da Prefeitura de Porto Alegre e ex-deputado estadual pelo partido Novo. Ele escreve no site às quintas-feiras.

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5 Comentários

  1. Resumo da opera. Novo é só no nome. Ricardo Jobim é um tucano enrustido (o avô dele era PSD, faltou um ‘B’). O bisavô idem, também PSD. ‘Big shoes to fill’.

  2. Resumo da opera. O establishment se defende. Até não conseguir mais. Privilegios não desaparecem com discursos bonitos e nem com textos.

  3. ‘[…] preservar a democracia real, aquela que não se resume a discursos bonitos, mas que se traduz no respeito às regras do jogo, na defesa do pluralismo e na garantia de que todos tenham voz.’ Dos discursos bonitos não se foge, estão ai desde Roma Antiga. Regras do jogo foram quebradas com a desculpa de proteger as regras do jogo.

  4. Realismo hoje em dia é desqualificado como niilismo, ceticismo ou cinismo. Mas como dizem os ianques ‘that train has left the station’ ou ‘the ship has sailed’.

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