A arte é ciumenta, mas salva! – por Luiz Carlos Nascimento da Rosa
Nos salvar da “pequenez que estamos vivenciando nas almas dos humanos”

Parafraseando o maravilhoso escritor Oscar Wilde que, de forma muito sábia, afirmava que a Arte é muito ciumenta. Para o bem da vida e do artista, a Arte absorve todos os momentos e espaços daqueles que possuem atos criativos e iluminam os passos culturais dos humanos seres que com ela convivem.
Absorve as ideias, o corpo e a alma. É um salutar cânone existencial que trabalha o harmônico e belo em nossos circuitos cerebrais, artérias e veias.
Queiramos ou não, a população mundial está dividida em sujeitos generosos, que possuem o outro como referência e, a outra metade que quer exterminar os excluídos de qualquer Política Pública e a imensa massa de destituídos de qualquer materialidade para comer, estudar e sobreviver.
Estamos assistindo o pulular dos Nazifascistas em nossa vida cotidiana a subverter a ordem dos sentidos, desejos e amores.
A Arte, com seus cânones estéticos, pode virar a ordem do jogo. Nesse universo que vivemos hoje, o julgamento não pode ser meramente político e sim, diante dessa universal esquizofrenia da Direita mundial, é absurdamente estético. Na época do Nazismo, o grande Walter Benjamin falou sobre isso. E a pobreza Política e Estética desse pecaminoso sistema provocou o suicídio de Benjamin.
A Arte foi subjugada ao julgamento psíquico de um líder Nazista, que achava em seus delírios despóticos que fazia Arte, nesse singular momento, ele e seu ego de ególatra (perdão pelo trocadilho). Quem tiver algum tempo livre, assista a “Arquitetura da Destruição”.
É dolorido o tempo dedicado ao documentário, mas necessário para entender como a Arte foi e é usada na História universal dos seres humanos.
O grande Psicanalista Jacques Lacan dizia: primeiro a Arte e depois a Psicanálise.
Absorvendo essa expressão de Lacan, a Arte será capaz de produzir formas de vida e uma filosofia de vida generosa, solidária e com o amor como premissa existencial. A Arte tira o ser humano do mundo das sombras e sutura feridas que existem nos porões de nossas almas.
Educar pela sensibilidade das experiências estéticas é a busca de uma vida nova e com atitudes mais ontologicamente humana.
Pela Arte podemos educar para a generosidade.
A Arte é ciumenta, mas a Arte sabe que somos, como humanos, um dependente do outro.
Se existem soluções políticas para o nosso paradoxo do desamor, é impossível vislumbrar nada, pois, as pessoas que se vergam para o egoísmo, cada vez mais colocam suas ideias e cada vez mais não atentam para o conhecimento e para o salutar prazer das diferentes linguagens da arte e do universal conhecimento, historicamente produzido pelo o ser humano.
As pessoas que viviam ao nosso lado eram insípidas e inodoras. Hoje elas são absurdamente cáusticas e capazes de dizer para que vieram ao mundo. Queiramos ou não, emergiu um desejo de vingança e a aniquilação daquele que é diferente.
Como salvar o ser humano do fascismo que vai, cada vez mais, circunscrevendo as nossas vidas?
Eles são dissimulados e dizem que querem o melhor para população em geral. O mundo psíquico desses fascistas é igual ao de seu Mito. Mentem eternamente e querem convencer que somos como eles. O fascista ou nazifascista mata para operar o mundo em sua volta.
Fui professor durante três décadas e não sei como o conhecimento, a escola e a generosidade, podem suturar essa ferida aberta pelo egoísmo e a insanidade nazifascista.
Pela História da Psicanálise, os maiores de todos que são Sigmund Freud e Jacques Lacan não tiveram tempo de pesquisar, empiricamente, a alma dos seres humanos.
Eles se debruçaram nos grandes literatos e artistas para decifrar os porões da alma humana. Homero, Shakespeare e Dostoievski foram objeto de suas reflexões.
Para tentar definir o nosso caminho, nesse texto, vamos ficar com Jacques Lacan: ele “profetizou” que primeiro a Arte e depois a Psicanálise?
Na esteira do pensamento de Jacques Lacan não serão a Educação ou a Política ou a Psicanálise que vão salvar a humanidade dessa barbárie fascista. Quem poderá ser capaz de fechar as feridas, apesar de seu caráter ciumento, serão as diferentes linguagens das Artes e a Educação de seus múltiplos processos criativos.
O ciúme que lampeja no mundo das Artes não é para ser apropriado por almas tacanhas. Pode ser ciumenta a Arte, mas ela será capaz de salvar a pequenez que estamos vivenciando nas almas dos humanos.
(*) Luiz Carlos Nascimento da Rosa é professor aposentado do departamento de Centro de Educação da UFSM





Diálogo de doidos.
Resumo da opera. Cuidado com quem ‘defenda a ciencia’. Ou se apropria da ‘arte’.
Peter Boghossian, James A. Lindsay e Helen Pluckrose começaram a atacar a queda do padrão academico. Em 2017 publicaram na ‘Cogent Social Sciences’ outro ‘jornal’ de artigos cientificos ‘revisados por pares’. Artigo ‘O penis conceitual como uma construção social’. Penis não seria masculino ou feminino, deveria ser analisado como uma construção social. Publicaram também noutro periodico revisado por pares, ‘Gender, Place & Culture’, ‘Reações humanas a cultura do est#pro e performatividade queer no parque dos cachorros’. O primeiro revisor considerou o ultimo artigo citado como ‘incrivelmente inovador, rico em analise, extremamente bem escrito e organizado’. Era bobajada.
Sokal ainda publicou um artigo ‘cientifico’ no ‘Social Text’ da Universidade Duke. ‘Transgredindo as fronteiras: no caminho de uma hermeneutica da gravidade quantica’. Pura baboseira. Aceita para publicação, Com ‘revisão’ dos pares.
Livro ‘Imposturas Intelectuais’. Cabe bem no contexto. Lacan começou a falar em psicanalise e matematica (algebra para ser mais preciso). Jean Bricmont, fisico teorico belga, e Alan Sokal, fisico e professor de matematica, foram conferir. Lacan ‘inventou’ uma matematica para caber nos conceitos dele (maior parte chupinhada de Freud). Picaretagem.
Noam Chomsky falou sobre Lacan. ‘Lacan que encontrei diversas vezes e considerei um divertido e perfeitamente auto-consciente charlatão […]’. Nem podem reclamar, os dois são vermelhos.
Como se pode ver ‘a arte tem dono’. Assim como a ‘cultura’.