A economia confirma: a troca do “piloto” fez bem ao Brasil – por Valdeci Oliveira
‘Apesar da retórica belicista, ataques diários e mentiras mil,... a caravana passa’

De tempos em tempos, a partir de resultados econômicos do país e do recrudescimento do discurso oposicionista de que estamos vivendo no caos do ponto de vista econômicos e da própria democracia, costumo utilizar este nobre espaço para tratar da disputa de narrativas e da manipulação da opinião pública, que pesam na formação dos nossos sentimentos acerca da realidade, mesmo que não percebamos isso.
Sem entrar no campo teórico da comunicação de massa, em que os ‘signos’ linguísticos se interlaçam entre a imagem sonora que formamos sobre algo e a ideia mental que temos desse mesmo ‘algo’, o que temos visto, na prática, nos mais diferentes Parlamentos, é o conceito da chamada ‘pós-verdade’ sendo diariamente posta em prática por setores radicalizados da sociedade. Alimentados por atores da política nacional, tentam a todo custo moldar nossas percepções.
De acordo com a Academia Brasileira de Letras, a definição do conceito “pós-verdade” diz se tratar de “informação ou asserção que distorce deliberadamente a verdade, ou algo real, caracterizada pelo forte apelo à emoção, e que, tomando como base crenças difundidas, em detrimento de fatos apurados, tende a ser aceita como verdadeira, influenciando a opinião pública e comportamentos sociais”. Dito isso, busco apenas colocar algumas coisas nos seus devidos lugares, sem a pretensão de classificar o debate como definitivo.
E o faço não apenas por compromisso com aqueles que elegeram a mim e ao projeto defendido pelo presidente Lula, mas porque, desde janeiro de 2023, temos trabalhado arduamente para recuperar a capacidade de planejamento do Estado brasileiro, sua soberania e colocar o pobre a usufruir do orçamento nacional. Apesar de óbvios, inúmeras têm sido as tentativas de sabotá-lo.
O fato é que, a despeito das falas irreais de certos grupos sobre a nossa economia, o terceiro trimestre de 2025 fechou com a aviação civil brasileira alcançando um recorde de movimentação. Foram 33,6 milhões de pessoas que viajaram em voos domésticos e internacionais, o melhor da série histórica, iniciada no ano 2000. Se trata de reflexo do aumento da renda das pessoas, do bom ambiente de negócios, dos investimentos e requalificação feitas em nossos aeroportos.
A própria inflação, registrará no acumulado em quatro anos – de 2023 a 2026 – o menor patamar desde a implantação do Plano Real, três décadas atrás. As projeções do mercado e do próprio Banco Central indicam que Lula terminará sua terceira gestão batendo seu próprio recorde – registrado entre 2007 e 2010 – fechando agora em 19,73%.
Para efeitos comparativos, nos quatro anos do governo passado o índice passou de 26%, surrupiando o bolso das famílias e a comida dos mais pobres. Mas podemos ir além. Desde que a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua teve início, lá em 2012, não havia registro de índice de desemprego tão baixo no país, com 5,6%, e o menor patamar da série histórica da faixa da população cuja força de trabalho é classificada como subutilizada.
Também faz parte da disputa de narrativa, em que a verdade desmascara o discurso oposicionista, os preços da gasolina e do gás, cujas reduções nos valores aplicados pela Petrobras encontram dificuldade para chegar aos consumidores. A turma viúva do Poder sonega das pessoas que, ao privatizar a BR Distribuidora, o governo passado retirou da União o poder que esta tinha de atuar de forma regulatória.
Hoje, depois de abandonar o cálculo do preço a partir dos índices internacionais, adotado por Temer e Bolsonaro, a Petrobras entrega o combustível a R$ 2,71 o litro. O gás sai por R$ 35,00 o botijão de 13 kg. A diferença fica no bolso de alguns poucos, desde que o governo passado também ‘passou nos cobres’ a Liquigás, que era uma distribuidora estatal desde 2004. De janeiro até agora, nas refinarias, o preço da gasolina sofreu uma redução superior a 10%, e isso a oposição extremista também esconde.
E não dá para ignorarmos que, ao tempo em que o presidente Lula zerou os tributos da cesta básica e isentou do imposto de renda os trabalhadores que recebem até 5 mil mensais, a administração anterior fez o mesmo, só que para jet skis (paixão do ex-presidente), lanchas, jogos eletrônicos (games) e suplementos alimentares, segmento com atuação de muitos de seus apoiadores. E ao não reajustar a tabela do tributo federal sequer pela inflação, a gestão anterior jogou 11 milhões de pessoas, até então livres do pagamento, nas ‘garras’ de Leão.
O que me pergunto é se, para essa turma da “terra arrasada”, o positivo foi, em 2020, o fechamento de 27 unidades armazenadoras da Conab, que registrava míseros estoques de arroz, milho e trigo e zero de açúcar e feijão. Esse grupo também deve achar edificante a política para o salário-mínimo, em que eles congelaram os ganhos e Lula concede aumento real desde o seu primeiro governo.
Como já escrevi em outro momento, apesar da retórica belicista, ataques diários e mentiras mil, enquanto a matilha ladra, a caravana passa.
(*) Valdeci Oliveira, que escreve sempre as sextas-feiras, é deputado estadual pelo PT e foi vereador, deputado federal e prefeito de Santa Maria.





Resumodaopera. Rato Rouco pode se reeleger. E da democracia. Se tiver estelionato eleitoral e der m. vamos ver quem paga o pato.
Enquanto istoTaxad estuda como tributar a sombra das pessoas que transitam na rua, afinal utilizam espaço publico. SupremoTribunal Cumpanhero deu ganho de causa para o governo aumentar arrecadação numa causa, por exemplo, e a Netflix registrou prejuizo nos EUA e culpou o Brasil. Chineses não dão bola para isto, obvio.
Divida publica federal fechou 2022 perto de 6 trilhões de reais. Em agosto de 2025 estava em 8,14 trilhões. Juros altos porque inflação esta acima da meta porque o governo gasta demais.
Numero de pedidos de recuperação judicial em 2024 já tinha batido recorde, mais 2200, aumento de mais de 60% em relação a 2023 (no agronegocio o aumento foi de 138%). Deve aumentar este ano também.
Inadimplencia das familias atingiu o recorde da serie historica, 30,5% em setembro. Recorde também de familias que afirmam não ter condições de pagar suas contas 13%. Numero de empresas inadimplentes também bateu recorde em setembro, cerca de 8,1 milhões de CNPJ’s negativados.
‘[…] o governo passado retirou da União o poder que esta tinha de atuar de forma regulatória.’ BR Distribuidora que foi ‘concedida’ a Collor por Dilma, a humilde e capaz. Esta preso por isto segundo consta.
‘[…] com 5,6%, e o menor patamar da série histórica da faixa da população […]’. Serie historica não leva em conta uberização, MEI’s e aumento do numero de beneficiados pelas bolsas.
Sem projeções. Meta de inflação é 3% ao ano. Tolerancia de até 4,5%. Acumulada em setembro? 5,17%. Dai taxa de juros alta, bate na divida publica.