
Por Maiquel Rosauro
O projeto da Reforma da Previdência da Prefeitura de Santa Maria ainda nem chegou à Câmara Municipal, mas a oposição reforçou sua contrariedade à proposta. Nesta terça-feira (28), Dia do Servidor Público, inúmeros funcionários do Poder Executivo foram até o Parlamento demonstrar, mais uma vez, seu descontentamento com a iniciativa.
Os servidores – que realizaram um dia de paralisação – foram ouvidos no Plenário, mas antes disso, na tribuna, os vereadores da oposição demonstraram seu apoio.
“A situação chegou a um ponto em que ao invés de comemorar o Dia do Servidor Público existe uma tensão, uma incerteza, uma apreensão”, disse Valdir Oliveira (PT). O parlamentar ainda lembrou que a categoria sequer recebeu a recomposição da inflação, cuja data-base é março e que convive com o temor de parcelamento de salário.
Alice Carvalho (PSol) comentou que existem boatos sobre o governo de Rodrigo Decimo (PSD) nomear vereadores de sua base para secretarias de governo e trazer suplentes mais comprometidos com a gestão municipal para votar favoravelmente ao projeto.
“A Reforma da Previdência que ainda não recebemos aqui nesta Casa é, provavelmente, a maior investida contra o funcionalismo da nossa cidade em muito tempo”, disse Alice.
Tubias Callil (PL), que disse estar falando em nome da bancada do PL (o que também inclui o vereador João Ricardo Vargas), arrancou aplausos das galerias quando abriu seu voto sobre a matéria.
“Nós do PL já decidimos que o projeto, da forma que está, não vai contar com o apoio do PL”, disse Tubias.
Helen Cabral (PT) chamou atenção para as terceirizações promovidas pelo Poder Executivo, indicando que a questão da previdência não tem sido prioridade tanto do governo Decimo quanto da gestão anterior, de Jorge Pozzobom (então PSDB, hoje no PSD).
“Eles resolveram empurrar o problema com a barriga e, o que é pior, eles estão de verdade acabando com a saúde do Ipassp-SM (Instituto de Previdência e Assistência à Saúde dos Servidores Públicos Municipais de Santa Maria)”, disse Helen.
Ainda não há uma previsão de quando o projeto de lei que altera a previdência dos servidores públicos municipais será enviado para análise da Câmara.





França tentou uma reforma da previdencia. Macron, balança mas não cai, teve que recuar. Total zero, o problema continua lá. Votação do orçamento esta parada porque os vermelhos querem um imposto sobre a ‘riqueza’. Que já existiu e foi abolido. Substituido por um imposto sobre propriedade de imoveis. Que levou um monte de gente a deixar o pais. No Reino Unido cerca de 16 mil milionários devem deixar o pais este ano.