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ELEIÇÕES 2026. Juliana Brizola se manifesta por suposta apropriação de dinheiro da avó de 99 anos

"Não existe nada para me atacar", diz pré-candidata do PDT ao Palácio Piratini

Por Maiquel Rosauro

A ex-deputada estadual e pré-candidata a governadora do Rio Grande do Sul, Juliana Brizola (PDT), divulgou uma manifestação, nesta sexta-feira (24), sobre seu indiciamento na Polícia Civil. Na quinta (23), Zero Hora havia divulgado que a pedetista foi indiciada por, supostamente, se apropriar de dinheiro da avó materna, Dóris Daudt, 99 anos.

“A verdade é que tentaram transformar uma história de amor e cuidado, de avó e neta, em arma política. Sabe por quê? Porque não existe nada para me atacar. Tenho mais de 15 anos de vida pública e não respondo a nenhum processo. Uma trajetória limpa, construída com honestidade, coragem e coerência”, disse Juliana.

Em uma outra publicação, ela destacou que o “processo exposto pela mídia é movido por um filho ausente há décadas, que agora tenta se beneficiar financeiramente de uma senhora de 99 anos”.

Conforme Zero Hora, o inquérito tem como origem uma ação movida pelo tio de Juliana, Alfredo Daudt Júnior, irmão de Nereida Daudt Brizola, que requereu a curatela da mãe no início deste ano, alegando que a sobrinha estava negligenciando os cuidados com a idosa. Alfredo teria constatado que a conta estava negativa em R$ 44 mil, apesar de Dóris ter recebido em 2024 uma indenização de R$ 1,8 milhão e de contar com uma pensão mensal de R$ 25 mil paga pelo Estado brasileiro por ser viúva de Alfredo Ribeiro Daudt, excluído da Aeronáutica por seu envolvimento no movimento pela Legalidade.

Além disso, Alfredo também encontrou extratos que mostram empréstimos de R$ 100 mil e R$ 420 mil, feitos em nome da mãe, transferências para terceiros e pagamento de despesas que não se relacionam aos cuidados com a idosa, que tem sequelas de um AVC sofrido em 2021.

Em nota à Zero Hora, Juliana informou que há 20 anos é responsável por todo o suporte de sua avó e que Alfredo abandonou a mãe há décadas.

“Desde 2018, quando ainda exercia o mandato de deputada, eu e minha avó mantemos uma conta conjunta — muito antes de qualquer limitação de saúde. Nessa conta, há rendimentos e despesas de ambas, como é natural entre pessoas que compartilham uma conta bancária”, disse Juliana.

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