
Reproduzido do jornal eletrônico SUL21 / Texto assinado por Felipe Prestes
Responsável por fiscalizar a atuação das concessionárias CEEE Equatorial e RGE, a Agergs tem apenas três servidores para exercer essa função, além do diretor da área, Alexandre Jung. A informação foi dada nesta segunda (3), pela conselheira-presidente da agência, Luciana Luso de Carvalho, em audiência da CPI da Assembleia Legislativa que investiga falhas recorrentes na distribuição de energia elétrica no Estado.
“É claro que não é o suficiente”, afirmou a dirigente. Ela disse que a agência deve realizar em breve a convocação de 26 pessoas selecionadas em concurso que já foi realizado. Elas ocuparão vagas nos diversos setores da Agergs, não apenas na parte de energia elétrica. “Temos recursos humanos limitados em todas as áreas”, disse Luciana de Carvalho. A meta do órgão é que o setor que fiscaliza as concessionárias de energia elétrica tenha, pelo menos, seis servidores para o fiscalizar os serviços prestados a mais de 4,8 milhões de unidades consumidoras no Estado.
Um dos serviços que a Agergs não consegue prestar atualmente devido à falta de pessoal é o registro de reclamações de consumidores. Estas denúncias devem ser feitas, pelo telefone 167, diretamente à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). “É um contrassenso. A Agergs faz a regulação do setor justamente por estar mais próxima dos usuários, mas não consegue receber reclamações”, afirmou o presidente da CPI, Miguel Rossetto, durante a audiência.
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Reclamações diretamente a Aneel e resolve pouco. Resumo da opera é obvio. Cria-se uma agencia reguladora estadual com justificativa mimimi. A responsabilidade é ‘transferida’ via convenio. Dobrou a burocracia, os cabides e nada funciona. A desculpa é sempre a mesma, ou falta gente, ou falta dinheiro. Que vai para o ralo na administração publica.