Chinelos à parte, o avanço do Brasil vai bem, obrigado! – por Valdeci Oliveira
“A vida real é mais importante que jogar a culpa num inocente par de chinelos”

Até pode ser um movimento para tirar dos holofotes um grupo político envolvido em desvios via emendas parlamentares ou até mesmo na esperança de desfocar a imagem dos R$ 470 mil em espécie “achados” no apartamento do estridente e moralista líder do partido da oposição. Mas o fato é que, diante de tantos problemas reais, tem pessoas que preferem eleger um chinelo como o inimigo número 1.
Chegamos ao fim do ano assistindo a alienação e a falta de lógica imperando em um segmento da sociedade que não mede atos nem palavras, no melhor exemplo de que os fins justificam os meios. Me desculpem os amantes dos textos clássicos pela comparação, mas é como se um solado com tiras de borracha fosse a versão brasileira dos moinhos de vento descritos por Cervantes em sua obra-prima do século 17.
E isso nos choca, pois, a mesma turma que se organiza para “cancelar” uma marca nunca moveu uma palha para fazer o mesmo com homens que cometem feminicídios e nunca saiu às ruas para defender a Democracia, exigir melhores salários aos trabalhadores, lutar pelo meio ambiente, aumentar a verba da educação e da saúde ou exigir o fim do racismo ou em defesa dos povos originários.
Por outro lado, tem uma realidade que essa nau da insensatez faz questão de ignorar por puro interesse político. Falo do Brasil que, ainda longe do que desejo, vem dando certo, reconstruindo as rachaduras criadas por aqueles que se incomodam em ver o pobre no orçamento e o rico no imposto de renda. Falo de alguns números que, se comparados aos registrados não faz muito, dão a dimensão do compromisso do governo do presidente Lula para com a sociedade brasileira.
E me concentro no que diz respeito ao nosso estado para evitar “afogar” o leitor num mar de dados, onde políticas públicas foram ampliadas, retomadas e criadas para atender as necessidades do RS e do país.
Apesar do muito que ainda precisa ser feito, a quantidade de médicos no serviço público aumentou, assim como o investimento no SAMU – criado por Lula em 2003 – e na oferta de remédios gratuitos, cenário que inclui o recorde de cirurgias feitas pelo SUS, queda substancial da mortalidade infantil e retomada da vacinação da população, política deixada de lado em anos recentes pelo negacionismo científico incentivado, vejam só, pelos combatentes do chinelo.
Aqui no estado, foram R$ 87 mi ao SAMU, 39% mais que o ofertado em 2022. O Farmácia Popular, que havia sido desfigurado, voltou com todos os medicamentos gratuitos e distribuição de fraldas geriátricas. Somente neste ano, foram 2 milhões de gaúchos e gaúchas atendidos pelo programa.
O mesmo ocorreu com o Mais Médicos, tão combatido pelo extremismo político, que no RS dobrou sua presença e agora são 1,6 mil profissionais cuidando da população. Ainda no campo da saúde pública, vista como custo por alguns, em dois anos 200 mil gestantes fizeram seu pré-natal pelo SUS no estado e 1,7 milhão de mulheres tiveram acesso a exames de prevenção ao câncer.
Outro fator que deixa muita gente incomodada, não apenas pelo feito, mas por conta dos recursos destinados, é que pela segunda vez o metalúrgico “iletrado” tirou o país do Mapa da Fome da ONU. No RS, onde mais de 521 mil famílias estão recebendo o Bolsa Família, programa que é referência mundial no combate à desigualdade e que tem as mulheres como prioridade, 635 mil pessoas saíram da insegurança alimentar.
E colabora para isso a política econômica desenvolvida, que desde 2023 contribuiu fortemente para a geração de 188,6 mil empregos formais por aqui. E com o Desenrola, foram 179 mil as pessoas que tiveram a oportunidade de renegociar dívidas e terem sua vida financeira recuperada.
Na educação, num esforço para estimular a mobilidade social, já são 124 mil adolescentes de baixa renda incentivados a estudar a partir do Pé-de-Meia, com R$ 200 mensais e R$ 1 mil ao final de cada ano concluído, além dos R$ 200 milhões investidos para garantir a alimentação escolar de 1,9 milhão de estudantes da rede pública, que contará em breve com o reforço de cinco Institutos Federais e uma universidade.
Só a Lei Paulo Gustavo e a Política Nacional Aldir Blanc garantiram R$ 376 mi em apoio a trabalhadores da cultura e artistas gaúchos e até 2027 121 mil famílias terão casa própria com o Minha Casa, Minha Vida. E a partir da semana que vem, quando se inicia o próximo ano fiscal, 1,2 milhão de contribuintes no RS, que ganham até R$ 5 mil mensais, estarão isentos do Imposto de Renda.
Até o momento, em crédito para o nosso agronegócio e à agricultura familiar foram disponibilizados R$ 142 bi, enquanto, somente no ano passado, foram transferidos R$ 32,9 bi em complemento aos orçamentos dos governos estadual e municipais, 33% a mais que em 2022.
Com o Novo PAC, serão investidos por aqui R$ 36,5 bi nas áreas da saúde, educação, cultura, sustentabilidade, transporte e infraestrutura em 1,8 mil empreendimentos até 2030.
Como dá para ver, a vida real é deveras mais importante do que jogar a culpa em um simples e inocente par de chinelos.
(*) Valdeci Oliveira, que escreve sempre as sextas-feiras, é deputado estadual pelo PT e foi vereador, deputado federal e prefeito de Santa Maria.





Resumo da opera. Se alguém acha que vai mudar voto de alguém citando estatisticas furadas no site de Claudemir com P. parabéns! Noticia boa é que a inteligencia artificial vem ai.
Questão do chinelo é uma chinelagem. Besteira, bobagem. Unica observação a respeito: o produto já foi de melhor qualidade e mais barato. Alas, um tiro no pé, porque quem compra assiduamente da marca não precisa de publicidade. A ‘polemica’ ficou entre duas bolhas.
Coluna é de Aideti. Acredita nele quem quiser. Para quem fizer esta opção estou vendendo um viaduto na BR158. Bonitaço, tem uma curva no meio.