Quando a universidade cumpre sua função – por Luís Henrique Kittel

Ao longo da história, sociedades que conseguiram avançar de forma consistente tiveram algo em comum: investimento em educação conectada com a realidade. Nesse contexto, universidades não devem ser vistas apenas como espaços de produção acadêmica, mas ambientes de formação humana, técnica e cidadã. São nelas que se constrói parte importante do capital intelectual que sustenta o desenvolvimento de um país.
Falo também a partir da experiência pessoal. Sou jornalista de formação, graduado pela Universidade Franciscana – à época Unifra, hoje UFN – e sei o quanto a universidade influencia para além da carreira profissional, mas sobretudo na forma de enxergar o mundo, interpretar a realidade e assumir responsabilidades como cidadão.
É nesse contexto que acontecimentos recentes ganham relevância simbólica, como a posse da professora Martha Adaime, primeira mulher a assumir a reitoria da Universidade Federal de Santa Maria em 65 anos. Mais do que o fato em si, o momento convida à reflexão sobre o papel estratégico das universidades no Brasil contemporâneo.
Quando a universidade se fecha em si mesma, perde sentido. Por um lado, a extensão aproxima teoria e prática, conecta professores e estudantes às demandas reais da sociedade e leva soluções concretas a áreas essenciais como saúde, educação, agricultura e inovação. Por outro, a formação universitária ajuda a formar cidadãos conscientes de seus direitos e deveres, preparados para o mercado de trabalho, para o empreendedorismo e para a participação responsável na vida pública.
Como gestor público e defensor de uma visão liberal, entendo que toda instituição pública deve buscar eficiência, transparência e resultados. Universidades não são exceção. Autonomia acadêmica precisa caminhar junto com boa gestão, foco em impacto social, aproximação com o setor produtivo e uso responsável dos recursos públicos. Conhecimento precisa dialogar com a economia real e com os desafios concretos das comunidades.
Valorizar a universidade é investir no presente e no futuro. Não se trata de uma pauta ideológica, mas de uma escolha racional de quem acredita no desenvolvimento, na responsabilidade institucional e na construção de uma sociedade mais preparada para enfrentar seus desafios.
(*) Luís Henrique Kittel, 40 anos, é jornalista formado pela então Unifra, atual UFN). É prefeito reeleito do município de Agudo (o único do PL na região), foi vice-presidente do Consórcio de Desenvolvimento Sustentável da Quarta Colônia e atualmente é vice-presidente da Associação dos Municípios da Região Central (AM Centro). Ele escreve no site às quintas-feiras.





Resumo da opera. Discurso é o que se escuta por ai. Querem ‘consertar’ as universidades de 50 anos atras, fazer com que funcionem como tempos atras foi planejado. Problema é que o mundo mudou e as universidades vão ter que se adaptar. Não adianta ‘investir em educação’ de forma errada. Mundo academico tupiniquim majoritariamente, para não generalizar, se acha autossuficiente. Tem os vicios do serviço publico ainda por cima, são altamente conservadores. Se tudo é ‘incrivel, fantastico, extraordinário’ não tem necessidade de mudar.
‘[…] mas ambientes de formação humana, técnica e cidadã.’ ‘[…] a formação universitária ajuda a formar cidadãos conscientes […]’. ‘[…]’ interpretar a realidade e assumir responsabilidades como cidadão.’ Fica parecendo que o mais importante é a disciplina de EPB que não existe mais. Mas alguns docentes continuam ministrando, imiscuindo nos conteudos que deveriam lecionar.
Bernard Arnault. Empresário. Um dos mais ricos do mundo. Presidente do conglomerado que possui a Moët & Chandon e a Louis Vuitton. Ex-aluno da École Polytechnique. Uma grand école francesa. Tres premios Nobel. Atualmente dirigido por Laura Chaubard. Com qual instituição ela tem convenio aqui no Brasil? Instituto Tecnologico da Aeronáutica. Com quem a UFSM procura convenios? Com a Xing Ling da Casa do Chapéu. Lembrando que na epoca do Dr. Mariano tinha fortes conexões com universidades alemãs.