A força dos eventos e o futuro econômico de Santa Maria – por Giuseppe Riesgo
Cidade “precisa de novos ares, de oxigenação, de recuperar o protagonismo...”

No mês de março, Santa Maria recebe pelo menos quatro grandes eventos com potencial real de impacto na economia local. Não se trata apenas de lazer ou entretenimento, mas de desenvolvimento econômico concreto. Cada evento realizado movimenta hotéis, bares, restaurantes, transporte por aplicativo, comércio e toda a cadeia de serviços que sustenta a cidade.
Santa Maria é, essencialmente, uma economia de serviços. Nossa vocação não está na indústria pesada nem no agronegócio em larga escala, mas nas pessoas, no conhecimento, no comércio, na hospitalidade e na capacidade de organizar grandes encontros culturais, esportivos e institucionais. Quando um evento acontece aqui, o dinheiro circula e, com ele, empregos são preservados, empresas respiram e oportunidades surgem.
É preciso reconhecer que o governo municipal tem feito esforços para manter a cidade ativa. Ainda assim, é fundamental avançar com mais sensibilidade estratégica. Apoiar eventos não pode ser visto como gasto; é investimento direto no motor econômico da cidade. Quanto mais calendário, maior o fluxo. E quanto maior o fluxo, maior a arrecadação, a geração de renda e o dinamismo urbano.
Santa Maria precisa de novos ares, de oxigenação, de recuperar o protagonismo que já teve em diferentes momentos da sua história.
Há também um setor que exige atenção especial: tecnologia e inovação. Santa Maria foi – e continua sendo – berço de gigantes da economia tech, da inovação e da tecnologia da informação. Temos universidades fortes, talentos formados aqui e empresas que nasceram na cidade e ganharam o Brasil. Esse ecossistema precisa ser reconectado, reativado e impulsionado.
Não basta celebrar o passado. É necessário criar um ambiente favorável para que novas empresas surjam, para que startups permaneçam aqui e para que investidores enxerguem Santa Maria como território fértil para inovação.
Eventos são pontes para isso. Congressos, feiras, encontros de tecnologia, hackathons e seminários podem recolocar a cidade no mapa da economia do conhecimento. A economia de serviços e a economia da inovação caminham juntas, reforçando-se mutuamente.
Se quisermos crescimento consistente, precisamos de visão estratégica, planejamento e coragem para apostar no que realmente movimenta a cidade. Santa Maria não pode se acomodar. Precisa respirar desenvolvimento. Precisa girar sua própria economia com mais intensidade.
Porque cidade que promove, prospera
(*) Giuseppe Riesgo é secretário de Parcerias da Prefeitura de Porto Alegre e ex-deputado estadual pelo partido Novo. Ele escreve no site às quintas-feiras.





Resumo da opera. Ayn Rand. ‘Voce pode ignorar a realidade, mas não pode evitar as consequencias de ignorar a realidade’.
‘Santa Maria não pode se acomodar.’ O pais inteiro esta sendo empurrado com a barriga. SM não é diferente.
‘Congressos, feiras, encontros de tecnologia, hackathons e seminários podem recolocar a cidade no mapa da economia do conhecimento.’ São pontos de encontro para quem faz alguma coisa. Na aldeia servem para ‘simbolizar’ marketeiramente que alguma coisa está acontecendo.
‘É necessário criar um ambiente favorável para que novas empresas surjam, para que startups permaneçam aqui e para que investidores enxerguem Santa Maria como território fértil para inovação.’ Falou a voz da experiencia.
‘Temos universidades fortes, […]’. Muitas instituições estrangeiras mandam delegações para visitar SM para aprender como se faz. MIT, Caltech, Princeton, Oxford, Technion, ETH de Zurique são só alguns exemplos.
‘Santa Maria foi – e continua sendo – berço de gigantes da economia tech, da inovação e da tecnologia da informação.’ Elon Musk, Zuckerberg e Larry Page não só tem inveja da cidade como um medo que se c@g@m.
‘Santa Maria precisa de novos ares, de oxigenação, de recuperar o protagonismo que já teve em diferentes momentos da sua história.’ Sim, mandar para casa todo este pessoal que se perpetua há decadas, mesmo com revezamento, e continua a empurrar a cidade com a barriga.