Foi suado, mas deu certo! – por Luís Henrique Kittel

Depois de muita espera e insistência, finalmente surge uma notícia positiva para a Região Central. O Governo do Estado reconheceu a necessidade de rever o cronograma da RSC-287 e discutir a antecipação da obra de duplicação. Essa sinalização não surge por acaso, ela é fruto de mobilização política e da comunidade, muito diálogo e, principalmente, de uma cobrança regional que nunca deixou essa pauta sair da agenda.
Desde o meu primeiro texto nesta coluna, ainda em 2025, um dos principais assuntos que debatemos é a importância da infraestrutura, especialmente da 287, para o desenvolvimento da nossa região. Não por acaso, essa rodovia é eixo de integração regional, segurança viária, escoamento da produção e acesso a serviços.
Acompanho de perto os impactos e os limites que a atual configuração das nossas infraestruturas impõe ao crescimento da Região Central. O fluxo aumentou, a dinâmica econômica mudou, a circulação de pessoas e mercadorias se intensificou. Mesmo assim, por muito tempo, essa realidade não recebeu a atenção compatível com sua urgência, apesar dos dados e dos alertas feitos reiteradamente pelos municípios.
Diante desse cenário, intensificamos um movimento de mobilização regional, com reuniões permanentes entre prefeitos, lideranças políticas, entidades empresariais e a sociedade civil. Sempre defendemos que essa não era uma pauta pontual nem local, mas uma demanda legítima e amplamente justificada da Região Central.
Em reunião ocorrida nesta semana, em Santa Maria, o Secretário da Reconstrução Gaúcha, Pedro Capeluppi, anunciou que a revisão quinquenal do contrato de concessão da RSC-287, prevista para ocorrer em agosto, deverá ser utilizada como instrumento para rever o cronograma e possibilitar a antecipação da duplicação da rodovia na região de Santa Maria em direção a Santa Cruz do Sul.
É evidente que ainda há etapas a cumprir. Estudos técnicos complementares precisarão ser realizados, trechos prioritários definidos e ajustes contratuais debatidos. Por isso, seguiremos acompanhando cada passo, cobrando com responsabilidade. Desenvolvimento não acontece por acaso. Ele exige planejamento, presença do Estado e respeito às regiões que produzem e movimentam a economia gaúcha.
A nossa região tem potencial logístico, produtivo e turístico. Garantir uma rodovia mais segura, moderna e compatível com a realidade não é concessão política. Fica o aprendizado de que, quando a região se une, ela não pede favor, mas sim conquista resultados.
(*) Luís Henrique Kittel, 40 anos, é jornalista formado pela então Unifra, atual UFN). É prefeito de Agudo (o único do PL na região), e é o atual presidente da Associação dos Municípios da Região Central (AM Centro) e já foi vice-presidente do Consórcio de Desenvolvimento Sustentável da Quarta Colônia. Ele escreve no site às quintas-feiras.





Resumo da opera. Prefeito de Agudo, Pessimo, Aideti et caterva. Ano eleitoral. O truquezinho é criar um clima ‘oba-oba’, deixar a população (o gado) contente para votar. Tudo é ‘muito positivo’. Reajuste dos professores. Anucio de navios em Rio Grande. Anuncio de concessões rodoviarias e plano de 30 anos. A midia chapa branca contribui. Vide ministro da educação na Rede BullShit. Passada a eleição o martelo da realidade desce. O que não é ficção se transforma em contas a pagar. Simples assim.
Gerencia de projetos. Grosso modo um projeto tem tres variaveis: custo, cronograma e escopo. Só é possível modifcar duas de cada vez. O escopo geralmente muda porque surgem necessidades, pedras, veios d’agua, cobrança automatica de pedagio (uma camara identifica a placa sem necessidade de dispositivos adicionais; motorista tem um prazo para entrar num site e pagar, caso contrario vira multa), etc. Se acontecem alterações há impacto na variavel livre. Mudou o escopo, mudou o cronogra, muda o custo. Quem vai pagar não são os marcianos.