Um exercício diário de humanidade – por Marionaldo Ferreira

Um casamento que atravessa 32 anos não sobrevive apenas de amor romântico.
Ele se sustenta em valores: respeito, escuta, paciência e compromisso.
Assim como na vida pública, ninguém caminha por três décadas sem aprender a conviver com diferenças, sem negociar sonhos, sem abrir mão de certezas absolutas. Permanecer é um ato político. Cuidar é um ato político. Compartilhar o cotidiano é uma forma concreta de construir futuro.
São 32 anos aprendendo que ninguém se realiza sozinho.
Que só existe projeto de vida quando existe projeto coletivo.
Que não há vitória individual se o outro fica para trás.
Esse tempo ensina que amar é dividir responsabilidades, enfrentar crises de mãos dadas e entender que justiça começa dentro de casa – na forma como tratamos quem caminha ao nosso lado.
Um relacionamento duradouro revela algo essencial: não é sobre vencer debates, é sobre manter pontes. Não é sobre impor verdades, é sobre criar consenso. Não é sobre perfeição – é sobre compromisso.
Celebrar 32 anos é celebrar a capacidade humana de cooperar, resistir e seguir construindo, mesmo quando o mundo insiste em fragmentar.
Porque amar, no fundo, é isso: um pacto silencioso de cuidado, dignidade e esperança.
E esperança, quando vira prática, transforma vidas.
Estou a falar da minha experiência.
(*) Marionaldo Ferreira é especialista em governança pública, mentor de líderes e consultor em gestão e captação de recursos para municípios. Atua na formação de servidores e agentes públicos e é autor do livro Governança Pública e Suas Possibilidades.





‘Um exercício diário de humanidade’ ‘Estou a falar da minha experiência.’ Sim, Vermelhos são narcisistas. ‘Exemplos’ de como se deve levar a vida. São ‘mais humanos’ que os outros. Humildade é coisa da Globo! Kuakuakuakuakuakuakuakua!