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A misoginia nossa de cada dia agora é crime – por Elen Biguelini

“Não compactuamos mais com homens que nos querem caladas, apagadas...”

Em uma notícia que traz esperança em meio às notícias horrendas e trágicas de feminicídios, nesta semana a misoginia foi equiparada ao racismo, tornando-se crime.

Mulheres respiraram com alívio.

Machistas, misóginos e seus defensores entraram em desespero.

Fake News, falsas e alarmistas, passaram a rodar a internet. Homens berrando que teriam medo de contratar mulheres, em sair na rua, em entrar em elevadores…

Se um homem não odeia as mulheres e não as trata com violência e ódio, não precisa temer uma lei que defende as mulheres de ataques, xingamentos e assassinato.

É este o propósito desta lei. Defender nossa vida, nossa integridade, nossa capacidade de ir e vir e de nos expressar em sociedade.

Porque, com o aumento do movimento redpill e do verdadeiro ódio para com tudo que é ligado à feminilidade, as mulheres já têm andado com medo há anos. Na verdade, nunca pararam de ter medo. Afinal, já nos é ensinado a não entrar em locais com muitos homens, já temos nossos corpos escondidos devido ao assédio masculino, já tememos andar sozinhas à noite.

Aqueles que verdadeiramente amam e respeitam as mulheres não olham com repúdio para a mudança de legislação, mas sim respiram aliviados conosco.

E aqueles ao nosso lado que repetiram as falas absurdas em defesa da violência para com as mulheres, que agora temem regras mais definidas sobre o que classificar como abuso e violência física e moral, precisam aprender que a sociedade não aprova suas falas.

Não compactuamos mais com homens que nos querem caladas, apagadas e mortas.

E se quem estiver ao seu lado estiver reclamando da mudança nesta lei, está na hora de repensar se esta pessoa realmente merece estar ao seu lado. Pois apenas aqueles que são misóginos (ou seja, odeiam as mulheres) têm medo de uma lei que proíbe a exaltação verbal e física deste ódio.

(*) Elen Biguelini é doutora em História (Universidade de Coimbra, 2017) e Mestre em Estudos Feministas (Universidade de Coimbra, 2012), tendo como foco a pesquisa na história das mulheres e da autoria feminina durante o século XIX. Ela escreve semanalmente aos domingos, no Site.

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14 Comentários

  1. Resumo da opera. Limitar interações com desconhecidas ao minimo protocolar. Para quem tem grana esperar acontecer o que já aconteceu em outros paises, agencias matrimoniais que encontram esposas na Asia. Eslavas são muito bonitas.

  2. ‘[…] têm medo de uma lei que proíbe a exaltação verbal e física deste ódio.’ Truquezinho. ‘Odio’.

  3. ‘E se quem estiver ao seu lado estiver reclamando da mudança nesta lei, está na hora de repensar se esta pessoa realmente merece estar ao seu lado.’ Kuakuakuakuakuakua! As pessoas vão deixar de conviver por conta de uma exortação de uma desconhecida. Sou burro mesmo, não tinha pensado nesta possibildade.

  4. ‘Não compactuamos mais com homens que nos querem caladas, apagadas e mortas.’ Ninguém quer nada com gente chata.

  5. ‘[…] precisam aprender que a sociedade não aprova suas falas.’ ‘Sociedade’ significa vermelhas. Problema é o discurso, ‘falas’. Obvio.

  6. ‘[…] agora temem regras mais definidas […]’. É Brasil. Regra totalmente subjetiva. Sujeita as circunstancias, a membras do MP e do judiciario militantes.

  7. ‘[…] as falas absurdas em defesa da violência para com as mulheres […]’. Nunca vi alguém defender violencia contra mulheres.

  8. ‘Aqueles que verdadeiramente amam e respeitam as mulheres […]’. Sim, truquezinho, ‘os verdadeiros’. Kuakuakuakuakuakua! Vermelhas do alto da sua superioridade moral é que julgam! Kuakuakuakua!

  9. ‘[…] já tememos andar sozinhas à noite.’ Sim, para os homens é bastante seguro andar sozinho a noite. Principalmente no Brasil.

  10. ‘[…] já temos nossos corpos escondidos devido ao assédio masculino, […]’. Sim, no futuro a fertilização será só in vitro. Não serão necessarios homens. Será um grande avanço!

  11. ‘[…] com o aumento do movimento redpill […]’. Sim, espalham boatos perniciosos tais como mulheres dando golpe da barriga para viverem de pensão, contra mulheres que usufruem o direito de fazerem sexo com o maior numero de pessoas possivel ou venderem imagens nuas na internet. Também caluniam mulheres que só pensam na carreira ou casam só pelo status do trou… digo companheiro com olho na metade do patrimonio e na pensão. A maioria disto é coisa da Globo, nunca acontece em lugar nenhum.

  12. ‘Homens berrando que teriam medo de contratar mulheres,[…]’. Outro truquezinho antigo. As ‘fobias’. É só ir em departamentos de RH e descobrir o que acontece quando um(a) militante de esquerda manda curriculo.

  13. ‘Machistas, misóginos e seus defensores entraram em desespero.’ Diagnostico telepatico coletiivo. Kuakuakuakua!

  14. ‘A misoginia nossa de cada dia agora é crime.’ Fake news. Falta aprovação na Camara, sanção presidencial e a protocolar ação no Supremo Tribunal Cumpanhero.

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