
Por Maiquel Rosauro
A Mesa Diretora da Câmara Municipal de Santa Maria aprovou, nesta quinta-feira (5), a filiação do Parlamento à União dos Vereadores do Rio Grande do Sul (UVERGS). A decisão acabou constrangendo os parlamentares presentes, uma vez que o tema foi colocado em pauta de forma inesperada pelo presidente Sergio Cechin (PP) em uma reunião reservada do colegiado e passou longe de ser uma decisão unânime.
Conforme o Site apurou junto a vereadores presentes, Cechin, Valdir Oliveira (PT) e Luiz Fernando Lemos (PDT) votaram a favor da associação. Já Werner Rempel (PCdoB), Admar Pozzobom (PSDB) e Luiz Roberto Meneghetti (Novo) votaram contra. Com o empate, prevaleceu o voto do presidente a favor da associação.
O tema já havia sido tratado em reuniões anteriores da Mesa Diretora, mas a filiação não havia sido aceita em virtude do valor da mensalidade a ser paga à UVERGS, em torno de R$ 4,5 mil.
O que também desagrada alguns vereadores é o fato de que os principais serviços oferecidos são cursos e consultoria jurídica. Porém, o Legislativo santa-mariense conta com uma Procuradoria Jurídica própria e o Parlamento ainda tem um contrato com o Instituto Gamma de Assessoria a Órgãos Públicos (IGAM) – cujo valor atual do contrato é de R$ 124.326,83 – para serviços técnicos especializados de assessoria e consultoria contábil, gestão e jurídica.
Em 3 de fevereiro, em Porto Alegre, Cechin junto com seu chefe de Gabinete na Presidência, Rodrigo Menna Barreto, e o procurador jurídico da Câmara, Lucas Saccol Meyne, estiveram na sede da UVERGS para tratar da possibilidade de filiação da Câmara à entidade. O trio foi recebido pelo presidente da entidade, vereador Silomar Garcia (PP), de Novo Cabrais.
Esta não será a primeira filiação da Câmara Municipal de Santa Maria à UVERGS. O primeiro ingresso na entidade teria ocorrido em janeiro de 2001, a partir da Resolução Legislativa 9/2001, que determinava o pagamento de uma mensalidade de R$ 414. À época, o presidente do Parlamento era Sergio Cechin.





Fotos do parlamento geralmente dizem tudo. Um bando de incapazes com ternos caros bancando ‘otoridades’, desperdiçando dinheiro publico e nada de retorno para a população.