Reproduzido do site do Correio do Povo / Texto de Taline Oppitz, com foto de Maurício Tonetto/Divulgação

A escolha do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, como pré-candidato do PSD à presidência da República, confirma o favoritismo que se desenhava desde o recuo do governador do Paraná, Ratinho Júnior. Os apoios manifestados ao governador Eduardo Leite, especialmente nos últimos dias, não foram suficientes para reverter o cenário. O gaúcho, aliás, divulgou um vídeo comentando a decisão, com uma crítica sútil e indicando que seguirá fardado para a disputa de 2030 ao Planalto.
Com a permanência de Leite no governo, até o fim do mandato, haverá reflexos no mapa do Rio Grande do Sul, especialmente para à pré-candidatura de Gabriel Souza (MDB). Como antecipado aqui, a chapa está fechada. Gabriel terá Ernani Polo, que se filiou domingo ao PSD na vice. As duas vagas ao Senado serão disputadas pelo ex-governador Germano Rigotto (MDB) e pelo líder do governo, Frederico Antunes, que também migrou para o PSD.
A campanha de Gabriel terá ônus, mas também bônus, com a permanência de Leite no Piratini. Ele não acenderá ao comando do governo, onde ganharia maior visibilidade, mas também não arcará diretamente com os desgastes naturais de ser representante da gestão. O que possivelmente ampliaria sua rejeição, a mais baixa entre os concorrentes até aqui, segundo as pesquisas de intenções de voto.
A avaliação é de que Leite será uma espécie de “para-raios” do emedebista. Outro fator é que como não será candidato, o governador não ficará restrito por vedações eleitorais, e poderá seguir com entregas e anúncios. Gabriel, por sua vez, poderá se dedicar praticamente em tempo integral à campanha.
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Gnomo é um NPC na eleição. Como não tem chances haverá traições inclusive.