Inovação não é acessório, é responsabilidade política – por Luís Henrique Kittel
Então, “o nosso verdadeiro 'summit' acontece diariamente nas cidades”

O South Summit Brasil abriu as suas portas nesta quarta-feira (25), em Porto Alegre. Para além da empolgação das startups e das cifras bilionárias em fundos de investimento, o evento nos convoca a uma reflexão política profunda: em um cenário global de incertezas, qual o papel do Estado e dos municípios na construção de um futuro inovador e empreendedor?
Eventos como esse são espaços para conectar o ecossistema e discutir caminhos fundamentais, pois promovem o debate direto com quem decide o rumo das organizações. O contraponto é que esses lugares não podem se tornar bolhas isoladas.
A inovação deve ir além da capital do Rio Grande do Sul. A Região Central e, especificamente, o município de Agudo, têm demonstrado que o desenvolvimento regional se faz com parcerias estratégicas e visão de futuro.
Nossa colaboração com o Sebrae, através do programa Cidade Empreendedora, é um ato de empoderamento local. Mais do que isso, é fomento ao ecossistema sob a perspectiva de romper a burocracia para quem empreende e transforma o setor público em uma plataforma de soluções, e não em um obstáculo.
No South Summit deste ano, o tema é quase um manifesto. Reafirmar o “humano” em um mundo tecnológico é lembrar que, por trás de cada algoritmo, deve haver uma política pública que gere dignidade. Nosso compromisso deve ser garantir que a riqueza gerada pela tecnologia se traduza em educação de qualidade e infraestrutura resiliente para as comunidades.
Participar do South Summit é necessário para conectar o ecossistema, mas o nosso verdadeiro ‘summit’ acontece diariamente nas cidades. O objetivo de fomentar a inovação da capital gaúcha para todo o Brasil só será atingido quando cada gestor entender que inovar é um dever político para garantir a sobrevivência e a prosperidade das nossas comunidades.
Nos dias de hoje quem ocupa um cargo eletivo e se limita à política pela política, sem fazer gestão pública de verdade, está fadado ao insucesso. A população exige resultados, eficiência e, acima de tudo, coragem para modernizar a máquina pública.
(*) Luís Henrique Kittel, 40 anos, é jornalista formado pela então Unifra, atual UFN. É prefeito de Agudo (o único do PL na região), e é o atual presidente da Associação dos Municípios da Região Central (AM Centro) e já foi vice-presidente do Consórcio de Desenvolvimento Sustentável da Quarta Colônia. Ele escreve no site às quintas-feiras.





Resumo da opera. Cortina de fumaça. Aposto que até Agudo tem problemas desatendidos.
‘A população exige resultados, eficiência e, acima de tudo,[…]’ menos empulhação. Porque, ao contrario do que alguns acreditam, ‘população’ não é o coletivo de trouxas.
‘startups’, ‘futuro inovador e empreendedor’, ‘ecossistema’, ‘ inovação’, ‘parcerias estratégicas e visão de futuro’, ‘o “humano” em um mundo tecnológico’, ‘ algoritmo’, ‘política pública’, ‘riqueza gerada pela tecnologia’, ‘educação de qualidade e infraestrutura resiliente’. O jargão muda, as praticas continuam as mesmas.
Tudo isto não passa de empulhação marketeira. ‘[…] cifras bilionárias em fundos de investimento […]’ é dinheiro que nunca ninguém viu e nem vai ver.