Desde 23 de fevereiro, os técnicos administrativos em educação (TAEs) da UFSM estão em greve. Não há prejuízo aparente para as aulas, iniciadas na última segunda-feira. Nesta sexta, 12 dias após iniciado o movimento, como está a situação e o que reivindicam os servidores, entre outras questões? Acompanhe no material distribuído pelo Setor de Comunicação da Assufsm, entidade que representa a categoria:

“No dia 23 de fevereiro Técnico Administrativos e Administrativas em Educação (TAEs) da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) entraram em greve pela defesa da educação pública e pelo respeito aos direitos já conquistados.
O movimento na Universidade faz parte de uma greve nacional organizada pela Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-administrativos em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil (FASUBRA), reunindo servidores e servidoras de universidades e institutos federais em todo o país. Até o momento, 41 Instituições Federais de Ensino (IFE) já aderiram à greve em todo o país.
A principal reivindicação é o cumprimento do Termo de Acordo de Greve nº 11/2024 firmado ao final da paralisação nacional de 2024. Parte do acordo vem sendo cumprida: após 7 anos sem reajuste salarial, os servidores receberam 9% de recomposição em 2025 e vão receber outros 5% em abril deste ano. Entretanto, outras partes importantes do acordo, que visam à manutenção e a qualificação das instituições de ensino superior públicas brasileiras, ainda não foram cumpridas. São elas:
1) Que a valorização dos(as) servidores(as) por meio do Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC), elaborado pela Comissão Nacional de Supervisão da Carreira (CNSC), seja amplo e irrestrito, incluindo aposentados, pensionistas e doutores;
2) Redução da jornada para 30 horas semanais, sem redução salarial, para toda a categoria;
3) Aceleração na carreira para aposentados e pensionistas;
4) Reposicionamento dos aposentados no Plano de Carreira dos Cargos Técnico Administrativos em Educação (PCCTAE);
5) Democracia nas Instituições Federais de Ensino: paridade nos órgãos colegiados; eleições diretas e no mínimo paritárias para Reitoria; fim da lista tríplice; que TAEs possam ser eleito para cargos de direção, inclusive Reitoria;
6) Plantão de 12 por 60 horas para servidores do Hospital Universitário;
7) Manutenção da matriz salarial única, com a definição do Nível E como referência para os demais níveis, a partir das porcentagens definidas no acordo;
8) Manutenção do “step” salarial único e constante;
9) Liberação de concurso público para Tradutor Intérprete de Língua de Sinais/Língua Portuguesa;
10) Racionalização dos cargos suspensos, vagos e a vagar, para frear o avanço da terceirização.
A greve é uma ferramenta legítima na defesa dos(as) trabalhadores(as) e da educação pública e pode ser exercida por todos os TAEs. Além disso, nenhuma conquista de melhores condições para os servidores das universidades brasileiras veio sem mobilização: defender os IFEs é defender a qualidade dos servidores que garantem a continuidade da ciência, da pesquisa e da inovação brasileiras.
A decisão dos TAEs pela adesão ao movimento nacional de greve da categoria foi aprovada em assembleia, em 19 de fevereiro. A reitoria da UFSM foi formalmente notificada dentro dos prazos legais e já visitou o lonão do Comando Local de Greve, instalado no estacionamento em frente ao INPE, na entrada do campus sede da UFSM. Na ocasião, a reitora e o vice-reitor dialogaram com os grevistas, declararam apoio ao movimento e se comprometeram a transmitir as reivindicações da categoria nos espaços competentes. O Comando Local de Greve segue em diálogo com as pró-reitorias: serviços considerados essenciais, como o Hospital Universitário e Veterinário, mantêm o mínimo de 30% do efetivo no setor mesmo durante a greve.”





Outros que em breve serão substituidos por IA.