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INÉDITO. Pela primeira vez na história, PT não terá candidato ao Piratini e apoia Juliana Brizola, do PDT

Edegar Pretto acata intervenção nacional, para fortalecer a candidatura de Lula

Em entrevista nesta quinta, Edegar Pretto (no destaque) anunciou sua saída da corrida pelo Palácio Piratini (Fotos Reprodução)

Material do site do jornal Correio do Povo, com fotos de Reprodução

Foram 44 anos e 11 eleições estaduais, e o PT sempre esteve na disputa ao Palácio Piratini com candidato. Com o anúncio de Edegar Pretto de não concorrer (confira os detalhes mais abaixo) e aceitar a determinação nacional e abrir mão da chapa a favor da pré-candidatura de Juliana Brizola (PDT), o partido não terá nome ao governo do Rio Grande do Sul.

Neste período, dois petistas comandaram o Piratini, Olívio Dutra, eleito em 1998, e Tarso Genro, em 2010. Nas duas últimas eleições, em 2018 e 2022, com Miguel Rossetto e Edegar Pretto, respectivamente, o partido não chegou a estar no segundo turno da eleição.

1982: Olívio Dutra

1986: Clovis Ilgenfritz da Silva

1990: Tarso Genro

1994: Olívio Dutra

1998: Olívio Dutra (eleito)

2002: Tarso Genro

2006: Olívio Dutra

2010: Tarso Genro (eleito)

2014: Tarso Genro

2018: Miguel Rossetto

2022: Edegar Pretto

Pretto reconhece intervenção nacional do PT e pode ser vice de Juliana Brizola

Após a intervenção da Executiva Nacional do PT, o até então pré-candidato ao governo do Estado, Edegar Pretto, do PT, em coletiva no final da manhã desta quinta-feira, reconheceu o movimento e disse que não irá contestar o que chamou de ‘orientação’ da nacional. “Nós não faremos nenhum mobilização no PT para fazer o enfrentamento”, afirmou ele, sobre a orientação nacional.

“Temos uma estratégia política, que nos trouxe até aqui, e essa tática eleitoral foi nacionalizada pelo meu partido, o PT. Se faz necessário que nós do PT continuemos a dialogar com os demais partidos, que vieram conosco até aqui. Se faz necessário uma maturação. (…) A nossa disposição ela continua na prioridade da reeleição do presidente Lula, mas o RS é muito importante”, ressaltou.

Em outras palavras, o pré-candidato deixa a disputa pela cabeça de chapa da majoritária, que passa a ser da pré-candidata Juliana Brizola, do PDT. Ela vai liderar a oposição na disputa ao Palácio Piratini neste ano.

“A ideia que estamos trabalhando é que, a partir de agora, continue com uma frente de seis partidos a se agregar ao PDT. Temos também o PDT largando essa frente. Continuamos trabalhando no sentido dessa frente”, apontou o ex-pré-candidato.

Nesta sexta-feira, a Executiva estadual irá se reunir para fazer uma convocação do diretório, o que deve ocorrer no início da próxima semana para tratar das questões internas. No encontro, a princípio meramente formal, deverá ser sacramentado oficialmente o apoio a Juliana.

A coletiva, ao contrário do que poderia se imaginar, aconteceu na sede do PSB, partido que também faz parte da frente em torno do nome de Edgar Pretto. Segundo Beto Albuquerque, presidente estadual da sigla, o convite partiu dele para que o encontro fosse ali. Entre os partidos aliados, os integrantes do PSol não estiveram presentes. Em justificativa, Edegar Pretto destacou que o partido também estava em reunião interna.

‘Maturação’ para consolidar a frente com o PDT

Segundo Pretto, que repetiu várias vezes o termo “maturação”, ainda é preciso algum tempo para saber como que se dará esse alinhamento entre o grupo formado pelo PT, federado com o PV e o PCdoB, e também pelo PSol, federado com a Rede, e pelo PSB, formavam os seis partidos no entorno do seu nome.

Agora, a previsão é que haja nos próximos dias um encontro com Juliana Brizola e integrantes do PDT para discutir a reformulação da chapa. Uma ala defende inclusive que Edegar seja o vice de Juliana. Segundo ele, ainda é cedo para discutir o assunto.

(Para conferir o texto original, assinado por Mauren Xavier, no site do Correio do Povo, clique AQUI)

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2 Comentários

  1. Grande realidade é que Pretto é uma figura apagada. Trejeitos de militante, não parece ter personalidade propria. E o Gnomo sem estrutura partidaria por trás. Não vai agora e no futuro não tera o Molusco com L., abstemio, honesto e famigerado dirigente petista para ajudar. Brizola tem mais chance. Quanto a intervenção, viva a democracia!

  2. Já saiu errado. Antes da fundação do partido não tinha como lançar candidato. Logo não é ‘na historia’. No maximo ‘na sua historia’.

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