Madame Necker – por Elen Biguelini
Com educação religiosa e sólida formação em latim, (...) física e geometria

Suzanne Curchod ou Cruchorel de La Nasse nasceu em 2 de junho de 1737 em Cantão de Vaud, na Suíça. Era filha de um religioso suíço, membro de uma família aristocrata mas não rica que lhe deu uma esmerada educação protestante. Além da educação religiosa, teve acesso a uma formação completa e invejável que ia desde o latim ao grego antigo, física e geometria.
Antes de seu casamento com aquele que traria o nome pelo qual ficou conhecida para a história, foi noiva de Edward Gibbon, um historiador britânico.
Casou com Jacques Necker (1732-1804) em 1764. Seu marido era um banqueiro de Genova que se tornou ministro de Finanças do rei francês Louis XVI. A esposa havia encorajado sua entrada para a política e auxiliado, assim, em seu sucesso.
Enquanto seu marido foi ministro, Madame Necker recebeu em sua casa a mais alta elite cultural parisiense. Recebeu em seu salão nomes como o do escritor, historiador, filósofo e dramaturgo Jean-François Marmontel (1723-1799), o escritor suíço Jean-François de La Harpe (1739-1803), o matemático e biólogo Georges-Louis Leclerc, (conde de Buffon, 1707-1788), os enciclopedistas Denis Diderot (1713-1784) e Jean Le Rond D’Alembert (1717-1783), assim como as também salonnière Madame Geoffrin (1699-1777) e a marquesa du Deffand (Marie de Vichy-Chamrond, 1696-1780).
Foi mãe da famosa autora francesa Madame de Stäel. Também ficou conhecida por ter fundado um hospital beneficente em Paris durante o ano de 1778, hospital este que ainda existe e que iniciou práticas inovadoras durante os 10 anos em que foi gerido pela autora.
Embora não seja tão conhecida como sua filha, deixou uma vasta obra em tratados e livros sobre diversos assuntos, assim como cartas.
Quando seu marido perdeu sua posição de poder, a família retornou à Suíça, ao castelo de Coppet, em Genebra. Faleceu em 7 de maio de 1794, no Castelo de Beaulieu, próximo a cidade de Lausanne na Suíça.
Obra:
“Réflexions sur le divorce”. Edição de 1794. Acesso via Gallica: https://gallica.bnf.fr/ark:/12148/bpt6k1513323m.r=suzanne%20necker?rk=85837;2
Edição de 1881. Acesso via Gallica: https://gallica.bnf.fr/ark:/12148/bpt6k754779.r=suzanne%20necker?rk=21459;2
“Des inhumations précipitées”, 1790. Acesso via Gallica: https://gallica.bnf.fr/ark:/12148/bpt6k9615686p.r=suzanne%20necker?rk=64378;0#
“Obra Completa”.
Tomo 1. Acesso via Gallica: https://gallica.bnf.fr/ark:/12148/bpt6k57744059.r=suzanne%20necker?rk=21459;2
Tomo 6. Acesso via Gallica: https://gallica.bnf.fr/ark:/12148/bpt6k57744059.r=suzanne%20necker?rk=21459;2
Tomo 13. Acesso via Gallica: https://gallica.bnf.fr/ark:/12148/bpt6k57744059.r=suzanne%20necker?rk=21459;2
Referências:
Página sobre Madame Necker na Encyclopedia Britannica. Acesso via: https://www.britannica.com/biography/Suzanne-Necker
Página da Wikipedia francesa sobre a autora. Acesso via: https://fr.wikipedia.org/wiki/Suzanne_Curchod
Leitão Bandeira, Lourdes. “Salões culturais abertos por figuras femininas: O salão ‘Universitas Gratie’”. Lisboa: Carvalho e Simões Lda, 2006. p. 108-109
(*) Elen Biguelini é doutora em História (Universidade de Coimbra, 2017) e Mestre em Estudos Feministas (Universidade de Coimbra, 2012), tendo como foco a pesquisa na história das mulheres e da autoria feminina durante o século XIX. Ela escreve semanalmente aos domingos no Site.





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