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A vidraça da história – por Luiz Carlos Nascimento da Rosa

É real: ‘somos uma inquietante travessia de narrativas de conflitos armados’

Pensem nas crianças mudas, telepáticas(…) Pensem nas feridas como rosas cálidas(…) A rosa radiativa, estúpida e inválida(…) Anti-rosa atômica, sem cor, sem perfume, sem rosa, sem nada.

Vinicius de Moraes/Ney Matogrosso

Para minha Irmã Lucimara

Em março de 2003 a vida cotidiana construiu um novo paradigma. A guerra no Iraque transformou nossa redes televisivas como um lugar de enxergarmos raios luminosos atravessando o horizontes, com mísseis luminosos, para destruir prédios, casas e fontes militares para matar muita gente. Ao nos debruçarmos sobre nossos livros de História percebemos que a generosidade não é o sentimento de identificação da raça humana. Queiramos ou não somos uma inquietante travessia de narrativas de conflitos armados.

Nas últimas décadas estamos ao vivo e cores, em nosso sofá da sala, assistindo mísseis cruzarem o espaço para destruírem cidades e matarem seres humanos. Israel matou 165 crianças numa mísera escola. Para cair no lugar comum não posso ter a liberdade de dizer que estão fazendo um genocídio? Não quero fazer apelo para os déspotas sionistas. Eles produzem sons, mas nunca ouvirão vozes dos esbugalhados da História. Onde fica Goiânia e o quê esse lugar produziu para o infindável movimento da História?

Entre o fim do inverno e o início da primavera, em setembro, veio a tona o maior escândalo público radiativo no Brasil. O irresponsável Instituto Goianio de Radioterapia deixa um envolocro de Chumbo com Césio 37 num escombro ou lixão coletivo. Catadores de lixo acharam a maior maravilha de suas vidas. Pensaram que iriam ganhar muito dinheiro com o enconcontrado. Não tinham o menor conhecimento e informação que ali estava um pó azul e sedutor que poderia ser a entrada da patologia e morte. Morreram 4 seres humanos, 271 foram afetados e 1600 pessoas foram afetadas. A Radioatividade mata muita gente vira vidas do avesso.

Em 1945 os Estados Unidos jogaram uma Bomba Atômica em Hiroshima e Nagasaki e mataram 90 mil e 166 mil pessoas. Parafraseando a Mitologia Bíblica: quem vai jogar a primeira bomba atômica? Estados Unidos da América.

O meu amigo Iran (Historiador da UFSM) falou que a História da humanidade é a História de conflitos e guerras.

Da tragédia Grega, de Homero, até Trump, Zelelenski, Putin e Nathanyaro a vida e a História humana são conflitos bélicos.

A sala de nossa casa está se transformando na vidraça colorida da História.

(*) Luiz Carlos Nascimento da Rosa é professor aposentado do departamento de Centro de Educação da UFSM.

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4 Comentários

  1. Resumo da opera. ‘A sala de nossa casa está se transformando na vidraça colorida da História.’ A historia continua, daqui 50 anos ninguém mais lembrará que existimos.

  2. ‘Em 1945 os Estados Unidos jogaram uma Bomba Atômica em Hiroshima e Nagasaki e mataram 90 mil e 166 mil pessoas.’ Sim, os ianques acordaram num belo dia e resolveram ‘estamos sem nada pra fazer, vamos jogar umas bombas atomicas no Japão’. Bem assim que aconteceu.

  3. ‘Para cair no lugar comum não posso ter a liberdade de dizer que estão fazendo um genocídio?’ Truquezinho velho Vermelho que já encheu o saco. Ianques têm uma expressão, Vermelhos ‘weaponizam’ as palavras, transformam em armas. E a morte das crianças idem. Da mesma maneira que no inicio do conflito tentaram aplicar a ‘narrativa’ de que só tinha morrido crianças. Independentemente de juizo de valor, pode dizer o que quiser, a importancia quem coloca é que le/ouve. No caso, zero.

  4. ‘Ao nos debruçarmos sobre nossos livros de História percebemos que a generosidade não é o sentimento de identificação da raça humana.’ Independentemente do que os Vermelhos acham ou deixam de achar os manuais dizem que agrupamentos humanos distantes 1000 quilometros uns dos outros possuem diferenças culturais importantes. E se for observada a ‘historia’ veremos que por diversos motivos os neandertais desapareceram por conta dos ‘humanos’.

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