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ELEIÇÕES 2026. Dissidências internas, desafio para partidos. Há casos bem nítidos em duas coligações

No Estado, siglas como PP e MDB enfrentam descontentamentos sobre alianças

Reproduzido do site do jornal Correio do Povo / Texto de Flávia Simões, com foto de Reprodução

Nos últimos dias, quatro prefeitos do PP  partido aliado ao PL, que tem o deputado federal Luciano Zucco como pré-candidato ao Palácio Piratini  declararam publicamente apoio ao vice-governador Gabriel Souza (MDB), que também concorre ao governo do Estado. Na prática, as manifestações não têm efeito concreto, e PL e PP mantêm sua aliança. As falas também não devem impactar a pré-campanha, garante Leonardo Pascoal (PL), secretário de Educação de Porto Alegre e coordenador de pré-campanha de Zucco.

Dissidências não são novidade em partidos políticos de grande envergadura, como PP e MDB. Nas eleições de 2022, por exemplo, os emedebistas enfrentaram um racha partidário e algumas lideranças apoiaram publicamente o candidato do PL, Onyx Lorenzoni, ao Piratini.

Um dos coordenadores políticos da pré-campanha de Souza, o prefeito de Campo Bom, Giovani Feltes (MDB), garante que as rusgas foram sanadas e que não há nenhuma dissidência no MDB nesta eleição. Apesar disso, essa unidade não é sentida por todos dentro do partido.

Nos bastidores, é tido como certo que nomes como o deputado federal Alceu Moreira – com quem Souza protagonizou um racha nas últimas eleições -, não devem se engajar na candidatura do vice-governador ao Piratini. O presidente do MDB de Santa Maria, Igor Severo, protocolou junto à executiva estadual do partido pedido de expulsão de Cezar Schirmer, que estaria atuando junto ao grupo de comando da pré-campanha de Zucco. O caso está sendo discutido na executiva, diz Feltes. Ele felicitou, ainda, o apoio dos gestores do PP, avaliando o comprometimento como um reconhecimento dos feitos da atual gestão. “São muito bem-vindos.”

Pascoal elenca as eventuais dissidências como pontuais e “movidas por interesses próprios”, ainda que “absolutamente naturais” dentro do processo eleitoral em partidos com grande capilaridade, como ocorre com o PP. “Temos muita convicção de que, entre os partidos que estão conosco, a ampla maioria dos filiados e lideranças está engajada no projeto”, afirmou. Por isso, ele reforça que eventuais dissidências não prejudicam ou atrapalham a pré-campanha e o processo de planejamento.

Vieira garante que PDT ‘virou a página’

O ex-deputado Vieira da Cunha (PDT), que coordena a pré-campanha da ex-deputada Juliana Brizola (PDT) ao governo do Estado, está convicto de que eventuais discordâncias dentro do PDT são “página virada”. O partido integrou a base de Eduardo Leite (PSD) por quase toda a gestão, e deputados e lideranças resistiram à aliança com o PT. Defendiam a manutenção do apoio ao governo através da pré-candidatura de Gabriel Souza, inclusive abrindo mão da cabeça de chapa.

Agora, após a confirmação da aliança com o PT e os demais partidos da frente, Vieira garante que esse debate interno “foi superado”. “Hoje existe uma unidade do partido em torno da candidatura de Juliana”, afirma. Ele reconhece que, eventualmente, uma ou outra liderança pode acabar destoando, mas afirma que não tem conhecimento. “Não estamos em busca da unanimidade, o que queremos é a unidade.” Se eventualmente algum caso se tornar público, Vieira diz que será tratado na executiva do partido.

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Um Comentário

  1. Piada. Primeiro porque apoio de prefeito muda pouca coisa. Segundo, dos 4 é dificil achar o nome. Santa Rosa, origem de Osmar Terra. Dois outros são Caibaté e São Miguel das Missões. Terceiro nem é mencionado.

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