O mercado chateado com Flávio Bolsonaro – por Giorgio Forgiarini
O filho do ex-presidente e suas extraordinárias transações, segundo o MP

Enquanto Deputado Estadual, segundo o Ministério Público, Flavio Bolsonaro comandou um esquema de apropriação de salários de servidores de seu gabinete. A arrecadação, de acordo com as denúncias, era feita por Fabrício Queiroz, seu assessor e amigo para todas as horas.
A partir da quebra de sigilo bancário e fiscal, descobriu-se que Queiroz recebeu mais de R$ 2 milhões, só de servidores do gabinete de Flávio, entre 2007 e 2018.
Essa investigação teve participação da Polícia Federal. Aliás, quem não lembra de Sérgio Moro, no alto de sua estultice, renunciando ao cargo de Ministro da Justiça e acusando Jair de intervir nas investigações para proteger os filhotes?
No gabinete de Flávio, aliás, tinham emprego parentes de Adriano da Nóbrega, notório acusado de chefiar milícia no Rio de Janeiro e morto em situação esquisitíssima pela Polícia da Bahia. Mais especificamente, a mãe, Raimunda Magalhães, e a ex-esposa, Danielle Mendonça.
Esta última, após formalmente acusada de ser funcionária fantasma do Gabinete de Flávio, declarou saber que a origem do dinheiro que recebia era ilícita.
A propósito, não era a única. Estima-se que doze ex-assessores fantasma de Flávio Bolsonaro receberam cerca de R$ 651 mil só de auxílio-alimentação. Só Flávia Regina Thompson da Silva, uma das ex-assessoras, recebeu mais de R$ 100 mil a título de auxílio-alimentação, sem trabalhar.
Com ela, foram encontrados comprovantes de depósito no valor de R$ 32 mil para Fabrício Queiroz, que também recebia dinheiro de Adriano da Nóbrega.
Ainda segundo o Ministério Público (sigo só o que diz o Ministério Público), a loja de chocolates de Flávio Bolsonaro recebeu só no dia 28 de novembro de 2016 sete depósitos em dinheiro vivo, de origem desconhecida, todos no valor de R$ 3 mil cada. Já em 18 de dezembro de 2017, foram 10 depósitos de R$ 3 mil e em 25 de outubro de 2018, 11 depósitos totalizaram R$ 33 mil.
Entre os meses de março e dezembro de 2018, foram 1.512 depósitos em dinheiro vivo, com valores semelhantes: 63 depósitos de R$ 1,5 mil, 63 depósitos de R$ 2 mil e 74 depósitos de R$ 3 mil. Sim, mais de 5 depósitos por dia.
Mais uma vez, de acordo com o Ministério Público, entre 2010 e 2017, o Flávio lucrou 3,089 milhões de reais em transações imobiliárias envoltas de “suspeitas de subfaturamento nas compras e superfaturamento nas vendas”.
Em novembro de 2012, Flávio adquiriu dois apartamentos em Copacabana: Um por R$ 140 mil e outro por R$ 170 mil. Quinze meses depois os dois já haviam sido revendidos por R$ 550 mil e R$ 573 respectivamente.
Só entre 2007 e 2018 foram 19 imóveis comprados e revendidos, sempre com lucro muito acima da média. Boa parte das transações feitas em dinheiro vivo. Na bucha. Em espécie.
Em 2018, Flavio declarou à Justiça Eleitoral patrimônio de apenas R$ 1,74 milhões. Em 2020, adquiriu um imóvel orçado em R$ 5,97 milhões. Para isso, além de um aporte robusto, contou com um financiamento para lá de generoso de um banco público, muito mais generoso do que qualquer um de nós há de conseguir. Quitou o financiamento três anos depois.
Em 2026, Flávio Bolsonaro foi flagrado em tratativas com Daniel Vorcaro.
E então, só então, o “mercado” veio a pronunciar sua desconfiança. Segundo o gestor de uma “asset” ouvido pelo jornal Valor Econômico, “O pior é a quebra de confiança. Conversar sobre dinheiro com Vorcaro não é algo que uma pessoa ilibada faça”.
“Faísca atrasada”, como gosta de bradar um leitor deste site, assíduo em comentários e alfinetadas.
Em tempo: não sei quem é esse gestor ouvido pelo Valor Econômico, tampouco o que significa uma “asset”. Só sei que a fala foi veiculada por um dos veículos mais influentes do Brasil em questões ligadas ao “mercado”. E isso fala por si.
Então tá bom. Chama o Zema!
(*) Giorgio Forgiarini é advogado militante, com curso de Direito pela Universidade Franciscana, é Mestre em Ciências Sociais e Doutor em História pela Universidade Federal de Santa Maria. Ele escreve nas madrugadas de sábado.





Resumo da opera III. Zema mostrou o que sempre foi evidente. Novo de ‘novo’ não tem nada, só pega carona na situação. São uns tucanos enrustidos a la Doria. Fica batendo cabeça com o MBL do ‘tour de blonde’, querem ocupar o mesmo nicho.
Resumo da opera II. Nenhuma convenção ainda feita, nenhuma candidatura confirmada. Pergunta: existe possibilidade de surgir um azarão que não esta sendo cogitado?
Resumo da opera. Ainda o tom positivo. É só cruzar os braços e esperar. Tem data para acabar. Pode ser 2026. Ou 2028. Ou 2030. Quem viver verá?
Há que encerrar num tom positivo como gostam os(as) jornalistas. Molusco com L., abstemio, honesto e famigerado dirigente petista completa 81 anos em outubro. É o ultimo pleito. Já esta visivelmente desgastado. Eleito é um mistério o que o sistema vai fazer (ou tentar fazer) com ele. Gastança vai ter seu custo, vai bater na economia. Mercado, o tubarão, aposta que vai triplicar a aposta, gastar ainda mais. Pelo menos vai tentar. Incognita é como o sistema vai lidar com isto. Impeachment? Vai deixar ‘sangrar’ para tranformar o PT num PDT? Acabar com a biografia do Rato Rouco?
Cabeças fracas se concentram só na proxima eleição. Em novembro já estarão pensando em 2028. Problemas são coisas da Globo. Negócio é briga de bugio para desviar atenção.
Grande pergunta, e daí? Folha de São Paulo. 8 de maio deste ano. ‘Bondades do governo Molusco já somam 144 bilhões em ano eleitoral’. Conta vai ter que ser paga. Não serão os Marcianos. A culpa pode até ser colocada neles, mas não vão pagar. Afinal, a culpa é sempre dos outros.
Existe uma fauna de analistas de mercado no Youtube. Os socios. Economista sincero. Market Makers. Tem até os Vermelhos que repetem sempre a mesma coisa e ficam passando pano para o governo de plantão.
‘Só sei que a fala foi veiculada por um dos veículos mais influentes do Brasil em questões ligadas ao “mercado”.’ Sabe como? Sabe o que é um Terminal Bloomberg? Ou, padrão Vermelho, ‘é mais influente’ porque publica o que desejam ouvir?
‘Mercado’ não é um bando de idosos cheio de dinheiro que se reune numa cobertura para conspirar contra a humanidade. É a soma de multiplas decisões individuais mais ou menos coerentes. Mercado não faz juizo de valor (moralmente falando), coloca preço. Está mais para um grande tubarão branco do que outra coisa. Se for ‘comida’ vai para pança, caso contrario não interessa.
Detalhe importante. Bom ressaltar porque não conseguem dar por conta sozinhos. Pessoal do juridico e da comunicação social não entendem nada (majoritariamente) de economia, mercado financeiro, etc. Não tem formação no assunto e muito menos vivencia. Uns repetem o que os outros produzem na midia. ‘Informações’ incompletas, superficiais, com os mais diferentes vieses. Sem falar no sensacionalismo.
Mais um detalhe. O escandalo do INSS, o roubo dos velhinhos e velhinhas, com acusações contra Molusquinho e um irmão do Rato Rouco parece coisa da decada passada.
Outro aspecto da ‘recapitulação’. Pesquisas são o que se tem, muitas vezes estão erradas. Mas mesmo com tudo o que jogaram no sobrenome ‘Cavalão’ Filho 01 estava cabeça a cabeça com Rato Rouco.
O resto é um ‘queimou largada’. Candidatura do Filho 01 é frágil desde o inicio. Vermelhos, é o boato, teriam decidido não explorar muito o caso do filme. Melhor um candidato fragil, facil de ‘desconstruir’ do que uma eventual substituição por alguém com rejeição menor. Para a candidatura Molusco com L. abstemio, honesto e famigerado dirigente petista que já não tem o que apresentar como ‘realização’ ficaria ainda mais dificil.
‘[…] Sérgio Moro, no alto de sua estultice, […]’. Falta de traquejo politico. Diploma não encurta orelha, é verdade. Erra quem faz, é verdade. Critica há que se ver de onde sai, sujeito é doutor em direito pela UFPR e foi juiz federal. O que um rabula do fim do mundo faria no lugar? Não se sabe, não chega lá.
Retrospectiva, Vermelhos são fixados nisto, leva a um problema. Qualquer contraponto leva a ideia de que é uma defesa. E quem defende ganha um rotulo para ser usado como ferramenta de descredibilização. Exemplo? Acusação da ‘rachadinha’ na AL do RJ. Queiroz teria movimentado, segundo o COAF, 1,2 milhão de reais. O numero da coluna, grande espanto, está errado. Problema é que não estava sozinho nas acusações, tinha mais de uma duzia acompanhando. André Ceciliano do PT teria movimentado algo como 49,3 milhões de reais.
Há quem prefira cães como pets. Animais são extremamente previsiveis. Cheiram aqui, cheiram ali, até em partes da anatomia de semelhantes. Eventualmente levantam a perna e ‘marcam territorio’.