
Da Assessoria de Comunicação do Sinprosm / Com acréscimo do Editor (*)
Desde esta quarta-feira, 5 de novembro, as professoras e professores da rede municipal de ensino de Santa Maria estão oficialmente em greve por tempo indeterminado, decisão aprovada em assembleia geral da categoria e comunicada à Prefeitura ainda no mês de outubro. A paralisação é uma resposta direta à tentativa do governo Rodrigo Decimo e Lúcia Madruga de impor uma Reforma da Previdência que ameaça direitos históricos dos servidores municipais, especialmente dos aposentados e das mulheres.
O projeto de reforma foi protocolado nesta semana na Câmara de Vereadores após meses de silêncio e falta de diálogo por parte do Executivo. Para o Sindicato dos Professores Municipais de Santa Maria (Sinprosm), a proposta elaborada pela Prefeitura e pelo IGAM é injusta, tecnicamente frágil e financeiramente ineficaz, penalizando quem sustenta o serviço público da cidade.
Entre as mudanças previstas, estão o aumento do tempo de contribuição, elevação das alíquotas de desconto previdenciário e redução de garantias conquistadas ao longo de décadas. “Essa reforma empurra o peso da má gestão e da terceirização sobre os ombros de quem dedicou a vida à educação pública. O déficit do IPASSP não é culpa dos servidores, mas de escolhas políticas equivocadas”, afirma a coordenação do sindicato.
Nos últimos meses, o Sinprosm e outras entidades que compõem o Comando de Lutas Unificado – formado também pelo Sindicato dos Municipários, Sindicato dos Fiscais do Município, Movimento Municipários em Luta, Sedufsm, 2º Núcleo do Cpers e outras organizações – realizaram atos, paralisações e audiências públicas, denunciando os impactos da reforma e exigindo transparência nos estudos apresentados pelo Executivo.
Mesmo diante da mobilização e dos pedidos formais de esclarecimento, a Prefeitura não respondeu aos questionamentos técnicos encaminhados pelo sindicato sobre as finanças do município e os cálculos atuariais do IPASSP.
O início da greve, segundo o Sinprosm, representa um grito coletivo por respeito, diálogo e valorização. “Não se trata apenas de uma pauta previdenciária. É sobre a dignidade da categoria, o futuro da educação e o direito de cada trabalhadora e trabalhador se aposentar com justiça. Estamos lutando não apenas por nós, mas por toda a comunidade que depende de um serviço público forte e valorizado”, destaca a direção da entidade.
O sindicato também denuncia que a Secretaria Municipal de Educação tem tentado pressionar as direções escolares a informarem o número de grevistas, o que configura uma prática de coerção e afronta ao direito constitucional de greve. “Esse tipo de monitoramento não cabe ao Executivo. É uma tentativa de desmobilizar o movimento, e não será aceita”, reforça o Sinprosm.
A greve segue por tempo indeterminado, e o sindicato manterá uma banca permanente de mobilização no centro da cidade, com panfletagens, materiais informativos e atividades diárias de diálogo com a comunidade.
(*) Acréscimo do Editor.
No início da noite desta quarta-feira, a secretaria municipal de Educação, cuja titular é Gisele Bauer Mahmud, divulgou o material que você confere a seguir:
‘NOTA À IMPRENSA
A Secretaria de Educação (SMEd) de Santa Maria respeita o movimento dos professores e acompanha os desdobramentos conforme o andamento da greve, como fez nas demais paralisações da categoria.
Até as 19h desta quarta-feira (5), a SMEd coletou informações de 55 escolas das 86 escolas da Rede Municipal de Ensino (RME). Destas 55, cinco estão totalmente paralisadas e 17 estão parcialmente em greve – quando apenas alguns servidores aderem à paralisação, mas a escola permanece com atendimentos aos alunos.
A SMEd destaca que a busca de informações sobre a adesão à greve total ou parcial por parte das escolas da RME é de caráter administrativo, pois serviços, como transporte escolar, precisam ser organizados. O levantamento da pasta é essencial para a organização enquanto mantenedora das instituições de ensino da Rede Municipal.
A partir de levantamento feito após cada paralisação, a SMEd elabora o cronograma de recuperação das atividades letivas, tendo a garantia do cumprimento dos 200 dias letivos e das 800 horas-aula nas escolas da Rede Municipal de Ensino.”





é inadmissível que sempre, problemas financeiros do município sempre recaiam encima dos professores . o professor no Brasil é desvalorizado, desrespeitado, tratado como escória, lixo , é isso é muito triste, e o pior que não vejo luz no fim do túnel
Greve não resolve problema financeiro. Principalmente quando o deficit é bilionario.