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Carijo, o palco dos encontros – por João Luiz Vargas

Mais que festival, trata-se de “encontro de histórias, memórias e sentimentos”

Esta semana, Palmeira das Missões volta a respirar tradição com o Carijo da Canção Gaúcha, um lugar onde a música não apenas ecoa, mas cria raiz e pertencimento. Entre o frio das madrugadas missioneiras, o encanto das rodas de mate e a emoção que toma conta do parque, reencontra-se um povo que espera o ano inteiro por esse momento. Mais do que um festival, o Carijo é encontro de histórias, memórias e sentimentos que atravessam gerações.

Desde 1986, quando surgiu durante o Congresso Tradicionalista Gaúcho realizado na cidade, o festival se transformou em um dos mais tradicionais eventos de música nativista do Rio Grande do Sul. O próprio nome carrega a essência da história local. “Carijo” faz referência ao antigo sistema de secagem da erva-mate, símbolo forte de Palmeira das Missões e de suas origens ligadas à cultura gaúcha.

Hoje, no Parque de Exposições Tealmo José Schardong, o festival reúne artistas, famílias e admiradores da música regional, do tradicionalismo e dos costumes do nosso interior. Cada acorde parece carregar a alma do Rio Grande e manter viva uma identidade construída através das gerações.

E talvez seja justamente isso que torna o Carijo tão especial. A capacidade de fazer cada pessoa se sentir parte dessa história. Tive a felicidade de viver esse festival de perto em outros anos, sentindo o frio das noites, ouvindo as canções ecoarem parque adentro e vendo a tradição ganhar vida em cada detalhe. Neste ano, acompanho de longe, mas com o mesmo orgulho e emoção, mais um grande encontro da música do Rio Grande do Sul.

(*) João Luiz Vargas, ex-prefeito de São Sepé, ex-deputado, ex-presidente da Assembleia Legislativa e ex-presidente do Tribunal de Contas do Estado). Ele escreve no site às sextas-feiras.

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