Trotes. Prefeitura faz acordo e descumpre legislação municipal. Ora, ora, a lei. Pra què?
O jornal A Razão, na sua edição de sexta-feira, divulgou a realização de atividades entre veteranos e calouros do curso de Direito da Unifra, no Parque Itaimbé. Na reportagem ficam suficientemente claros dois fatos: (1) houve ingestão de bebidas, conforme escreveu o jornal, supostamente alcoólicas, nas palavras de alguns dos participantes; e (2) boa parte dos que estiveram no local na quinta-feira eram menores.
A reportagem foi objeto de discussão no programa Sala de Debate, da rádio Antena 1, ao meio dia da sexta-feira. Mais do que isso, houve um crítica muito severa feita por este (nem sempre) humilde repórter, que ancora o programa. Foram feitas observações em torno do descumprimento de decreto municipal, afora críticas de mérito ao processo de trote que, de um lado, constrange os alunos (ainda que estes, naturalmente, inclusive porque terão que conviver com os veteranos e no próximo ano será a vez deles, jamais confessariam) e, de outro, a comunidade – que, como continuação do episódio do parque, nas palavras dos próprios calouros, irão para o centro da cidade.
Simplificadamente foi isso que aconteceu – com o acréscimo que a crítica foi estendida também à Promotoria de Justiça da Criança e do Adolescente e ao Conselho Tutelar, de resto inoperantes neste caso, na opinião deste repórter. Que falou da inutilidade da legislação, se ela não é cumprida.
Por conta das críticas, o programa Sala de Debate recebeu um e-mail da assessoria de imprensa da Prefeitura. Vou reproduzi-lo na integra e comentá-lo a seguir. Acompanhe:
Caro Claudemir
Alguns esclarecimentos quanto a questão do trote abordada pelos debatedores. A Prefeitura esclarece que foi feito um acordo entre Prefeitura e os Diretórios Acadêmicos das instituições de ensino superior da cidade visando a destinação do Parque Itaimbé para a realização de atividades alusivas ao ingresso as instituições da cidade. A prefeitura não tem papel de coerção, o executivo procura regrar pessoas jurídicas e não físicas. A destinação do Parque Itaimbé foi com o intuito de diminuir a aglomeração de jovens no centro da cidade, o que por vezes acabava acarretando problemas a moradores e comerciantes do centro. A prefeitura não recebeu denúncia de desrespeito à lei de sossego público no caso relatado pelo jornal local.
(CONTINUO NA PRÓXIMA NOTA, LOGO A SEGUIR)





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