PP quer que Cechin desista. Qual PP?

Pois é. O Partido Progressista de Santa Maria descobriu a África – como se dizia antigamente. Precisou uma reunião para inauguração da sede nova, a vinda de lideranças consistentes – inclusive o provável presidente, no RS, o deputado Francisco Turra, e outros luminares estaduais pepistas, para que a sigla, aqui, percebesse o óbvio. Isto é, as duplas candidaturas José Farret e Sérgio Cechin, podem inviabilizar a vitória de qualquer deles. E impor uma derrota humilhante à agremiação, no centro do Rio Grande.
      Só que a sede foi inaugurada ontem, quinta, o povo foi embora e hoje, sexta, até prova em contrário, o problema continua exatamente do mesmo tamanho que terá, provavelmente, amanhã. Até porque, Sérgio Cechin, em tese o mais fraco eleitoralmente dos dois (Farret está no segundo mandato, já, e tem eleitores consolidados, diz-se), simplesmente não admite a hipótese de renunciar à candidatura.
      Há, sempre, a possibilidade de o Diretório Estadual decidir isso por conta própria. No entanto, correm os vestais instalados nos gabinetes da capital o seríssimo risco de perder um vereador (quem garante que Cechin continuaria no PP?) e vários militantes de grosso calibre, que o apóiam. Ou mais: Cechin tem como parceiro de chapa, em dobradinha, o atual secretário de Justiça e Segurança, José Otávio Germano, outro dos grandões pepistas.
      Resumindo: se costura um acordo hoje imperceptível ou há enormes possibilidades de o vaticínio de derrota se tornar dolorosa realidade, do ponto do vista do PP. Quem afirma isso não é este (nem tanto, nem tanto) humilde jornalista. Antes, foi dita a ele, hoje de manhã, por um pepista de altíssimo coturno. E que é farrezista de carteirinha.



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