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Quando a política inflamada chega às salas de aula – por Giuseppe Riesgo

“Ato de violência (de Estação) é o retrato de uma sociedade em desequilíbrio”

A tragédia que abalou o município de Estação nesta terça-feira é uma ferida aberta no coração de todos nós. A imagem de uma escola, espaço de proteção e aprendizado, ser violada por um ato de violência brutal protagonizado por um adolescente, é o retrato de uma sociedade em desequilíbrio. Uma criança perdeu a vida. Outras estão feridas. E todos nós, como país, estamos machucados por dentro.

Não podemos tratar este episódio como mais um número ou estatística de violência. Há algo mais profundo em jogo: uma erosão lenta da empatia e da responsabilidade coletiva. Vivemos tempos em que o ódio tem sido normalizado. Em que a construção política se dá a partir da lógica perversa do “nós contra eles” – pobres contra ricos, brancos contra negros, campo contra cidade, esquerda contra direita. Esse ambiente de confronto constante alimenta ressentimentos, radicaliza mentes frágeis e desumaniza o outro.

O governo federal, infelizmente, tem escolhido o caminho da divisão. A retórica do presidente Lula, muitas vezes marcada por insinuações de confronto social, instiga antagonismos em vez de pacificar. Quando líderes transformam adversários em inimigos, abrem espaço para que a intolerância cresça, inclusive entre os mais jovens. Discursos têm consequências. E hoje, mais do que nunca, precisamos reconhecer isso.

O que aconteceu em Estação não pode ser banalizado, tampouco instrumentalizado politicamente. Mas também não pode ser separado do contexto em que vivemos. É hora de resgatar o senso de comunidade, de valorizar a educação como espaço de civilidade e de exigir dos nossos governantes o dever de construir pontes, não muros. A política que queremos deve unir, proteger e curar e não incendiar ainda mais um país que já sangra.

(*) Giuseppe Riesgo é secretário de Parcerias da Prefeitura de Porto Alegre e ex-deputado estadual pelo partido Novo. Ele escreve no site às quintas-feiras.

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7 Comentários

  1. Resumo da opera II. Por motivos ideologicos as estatisticas não são debatidas. Ideologia não para em pé.

  2. Resumo da opera. Algo que vale para a violencia contra a mulher também. E que os/as imbecis colocam ideologicamente na conta do ‘patriarcado’. Numeros variam conforme a fonte, mas 95% dos serial killers são homens. Proporção na desordem de personalidade antissocial é 3 homens para 1 mulher. Mulheres são mais propensas a comportamentos emocionalmente abusivos ou manipulativos.

  3. ‘ É hora de resgatar o senso de comunidade, de valorizar a educação […]’. Problemas de saude mental não são resolvidos com ‘educação’. Desta vez não partiram para a explicação ideologica ‘foi bullying’.

  4. ‘O que aconteceu em Estação não pode ser banalizado, tampouco instrumentalizado politicamente.’ Acabou de fazer isto. O acontecido e a retorica do Rato Rouco.

  5. ‘O governo federal, infelizmente, tem escolhido o caminho da divisão. A retórica do presidente Lula, muitas vezes marcada por insinuações de confronto social, […]’. Com motivações eleitoreiras, é certo. Mas não tem absolutamente nada a ver com o ato infracional ‘supostamente’ praticado.

  6. ‘[…] é o retrato de uma sociedade em desequilíbrio.’ Obvio que não. Existem milhões de adolescentes no pais e a grande maioria não pratica atos como aquele. Um caso isolado como base para julgar a ‘sociedade’? Generalização estapafurdia.

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